_______________ Deslig. Lig. Sua vida «Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14). Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais. Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos. Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua actividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956. Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus. Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade. A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial. Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito. Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores directos e de sua própria consciência. Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver. Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto. Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza». Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente. No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era ? como dizê-lo?! ? a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento». Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas. Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas. Fonte: Santa Sé <http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020616_padre-pio_po.html> Sua Vida Beatificação Canonização Milagres Bilocação Levitação Perfumes Recuperações Conhecimento O mal Pensamentos Ação de Graças Novena a São Pio Coroinha Sagrado Coração Cartas de São Pio Oração de São Pio de Jesus Anjo da Guarda Marcasde Amor Recuperações Uma cura inexplicável, dentre as muitas que integram o processo de beatificação de São Padre Pio, é a de Lucia Bellodi, filha de um camponês da província de Modena, no norte da Itália. Desde os 14 anos, Lucia percorria várias clínicas em busca de cura para um diabetes insípido que a obrigava a consumir até 50 litros de água por dia. Os médicos já a haviam desenganado. Em 12 de julho de 1952, internada num hospital administrado por freiras, Lucia repentinamente parou de beber e disse à Madre superiora que gostaria de ir até à capela. Esta consentiu, apesar do péssimo estado de saúde da jovem, que, com um sorriso nos lábios, lhe falou: ?Vou morrer logo, Madre, o Padre Pio veio ver-me; era igual ao retrato que a senhora tem em seu escritório. Ele disse que os médicos já não podiam fazer nada por mim, mas exortou-me a acreditar na ajuda de Deus e a ter confiança até o fim?. Lucia tinha na época 21 anos. Duas irmãs a acompanharam até a capela. Depois de rezar durante 15 minutos, sem pedir nada para beber, Lucia sentiu-se muito fraca. Foi levada imediatamente ao quarto, e lá desmaiou. Seguiu-se um corre-corre: algumas irmãs tentavam desesperadamente introduzir-lhe nos lábios um pequeno tubo, para obrigá-la a beber, enquanto outras iam às pressas chamar o capelão. De repente, um agradável perfume de violetas encheu o quarto. Lucia abriu os olhos e, com um sorriso, contou que, numa visão, São Pio lhe dissera: ?Lucia, levante-se. Você está curada. Venha a San Giovanni ainda esta noite ou amanhã, porque desejo abençoá-la, para juntos agradecermos ao Senhor Todo-poderoso?. Três dias depois, sem nenhum vestígio da doença que quase a levara à morte, foi com duas irmãs a San Giovanni Rotondo, onde encontrou São Pio que a recebeu com estas palavras: ?Filha, eu estava à sua espera! Finalmente você chegou. Agradeça a Nossa Senhora comigo e procure ser sempre grata ao Senhor?. Lucia voltou para sua cidade natal e, depois de estudar enfermagem, passou a dedicar toda sua vida a aliviar o sofrimento das pessoas. Fonte: Padre Pio ? Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006 Quem somos Visita ao hospital As visitas ao Hospital das Clínicas acontecem semanalmente, aos sábados. Ocasionalmente a visita ocorre na sexta-feira. O tempo total em que ficamos no hospital é cerca de 2 horas ou mais. Pois mesmo que nos seja permitida a visita de apenas 1 hora, vamos primeiro à capela, fazemos a exposição do Santíssimo, com autorização do capelão, ficamos em adoração e subimos à capela. Essa adoração inclui a recitação do Ofício Divino, algumas vezes cantado, com as Vésperas no momento da chegada, e as Completas, ao final das visitas. Alguns permanecem na capela todo o tempo, em adoração. Depois de uma hora de visita esses dirigem-se também à capela, e lá adoram conjuntamente com todos o Santíssimo Sacramento. Já tivemos a honra de uma bênção solene com o ostensório por um santo sacerdote, que conosco visitou o hospital. Atualmente visitamos também o Hospital da Mulher, ala de pediatria, em que pretendemos dar um pouco de alegria às crianças que mais precisam. Diante de realidades difíceis de pessoas no hospital, sentimo-nos confortados. É uma realidade que apenas pode explicar quem já experimentou. A verdadeira evangelização. Um trabalho simples, humilde. Que sejamos sempre verdadeiros pregadores do Evangelho, que converte pela palavra e arrasta pelo testemunho. Temos autorização formal (dois ministros extraordinários) para distribuição da Sagrada Comunhão aos doentes. Entregamos também a Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus aos doentes, oração recitada diariamene por São Pio, que tem produzido bastante eficácia na cura e conversão dos doentes. Como sustentáculo espiritual desse trabalho, contamos com a oração das Irmãs Clarissas, do Mosteiro Maria Imaculada de Marília, com participação dos membros do grupo nas Missas do Mosteiro. Atividades com crianças Temos durante o ano, em três grandes festividades da Igreja, atividades com crianças carentes: Domingo de Páscoa, Ressurreição do Senhor; Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (dia 12 de outubro) e o Natal do Senhor (acontece em meados de 25 de dezembro). Nos reunimos com crianças carentes, de bairros mais afastados (na Escola Estadual Amélia Lopes Anders), para dar um pouco de alegria, ao menos nessas festividades. Nada de extraordinário acontece, apenas mobilizamos pessoas do grupo e outras de fora para realização desses eventos. Servimos refrigerante, bolo, distribuimos doces, por ocasião da Páscoa pequenos ovos de chocolate, no Dia das Crianças e Natal, bolas... pequenos gestos, mas feitos com amor. Cada uma dessas festas, porém, tem tonalidade diferente, sempre com o intuito de mostrar o verdadeiro sentido dessas comemorações religiosas. Na Páscoa, há encenação da Ressurreição do Senhor; dia 12 de outubro, incentivamos a devoção a Nossa Senhora, também com teatro e cantos. No Natal, o nascimento do Menino Jesus, com encenação. Como se vê, o objetivo não é uma simples diversão, mas a Evangelização, verdadeira obra da Igreja. É comovente estar com crianças que tem tão pouco materialmente, mas têm muito espiritualmente. Adoração Eucarística Embora a Santa Missa seja o cume da vida cristã, a mais preciosa ação litúrgica da Santa Igreja, ela não exclui o culto eucarístico fora da Santa Missa. Pelo contrário, por receber o próprio Jesus Eucarístico em nós, sentimos a necessidade de adorá-Lo e render-Lhe graças por esse tão grande milagre, que até os anjos, se pudessem, nos invejariam por isso. Além das adorações em grupo na capela do Hospital das Clínicas, em encontros que ocorrem ocasionalmente, também promovemos adoração. « Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; (...) peccemus non adorando ? ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos » (Santo Agostinho Enarrationes in Psalmos 98, 9: CCL 39, 1835) Encontros de convivência Em algumas ocasiões ocorre juntamente com as Adorações Eucarísticas e Santa Missa. Outras vezes, quando isso não é permitido, seja pela localidade ou outras circunstâncias, rezamos o Santo Rosário e mantemos o espírito de partilha do grupo. Nessas ocasiões ocorre também de convidarmos pessoas a nos ensinarem um pouco sobre a vida de oração, a Santa Missa e outros temas de espiritualidade; geralmente convidamos membros de congregações religiosas, mas também leigos, com testemunhos de conversão. Nessas ocasiões de encontro, temos também espaço para recreação, esporte, caminhada... tudo com o intuito de evangelização, que requer também uma convivência sadia e momentos de lazer, deixar de lado um pouco as preocupações do dia a dia. Formação Católica - livros e filmes Conhecida como Vídeo Pio, o grupo possui pequeno acervo de livros católicos (hagiografias, documentos oficiais, história da Igreja) e alguns DVDs, (hagiografias principalmente), com empréstimo aos membros do grupo São Pio de Pietrelcina. Ajude essa obra: Associação Filhos Espirituais de São Pio de Pietrelcina CNPJ 11.489.603/0001-15 - Conta-Poupança - Ca ixa - 2001-013-24181-7 Filhos de São Padre Pio Marília/ SP - telefone 0 xx (14) 9738-4273 - Todos os direitos reservados - 2010 Relata-nos Padre Gabriele Amorth, sacerdote (exorcista) da Pia Sociedade de São Paulo, nascido em 1925, em Modena, grande amigo de São Pio: "Não desejei mais ver coisas extraordinárias depois que estive com Padre Pio, bastava-me recordar a sua vida, como passava a sua jornada para ter certeza que era um homem de Deus. Quando me falavam do perfume de Padre Pio, acreditava (eram tantos a me falar, e pessoas de extrema confiança), mas não havia o desejo de senti-lo. Mas houve um ano em que aquele perfume atacou-me profundamente, inconfundável: na Igreja, na estrada, na casa em que me hospedava. Não podia não acreditar nas evidências. Então, ainda hoje são tantos aqueles que sentem aquele perfume. É um sinal de sua presença e de sua proteção. As testemunhas são tantas que é impossível duvidar." Fonte: Padre Pio - breve história de um Santo, Pe. Gabriele Amorth. Edições Palavra & Prece. São Paulo, 2007 Perfumes ?Somos o bom odor de Cristo? (2Cor 2,15). O apóstolo Paulo quis dizer, com isso, que o cristão, à semelhança de uma pessoa perfumada, deve revelar o perfume de cristão aos que dele se aproximam. As virtudes cristãs são como as flores perfumadas que exalam seu odor pelo ar, arrastado pelo vento. Comumente se compara a violeta com a humildade, a pureza com o lírio, a rosa com o amor. Os santos, na sua imensa humildade, quiseram esconder-se como a violeta, mas o perfume de suas virtudes os fez conhecidos e admirados por todos. O perfume ? símbolo do ?bom odor? das virtudes praticadas por um servo de Deus, ?odor de santidade? ? é um aroma singular que nada tem em comum com os perfumes da terra. Alguns santos e santas exalaram esse aroma principalmente na morte. Dos seus corpos ou sepultura emanava um perfume misterioso e tão agradável, que foi tomado como sinal claro de santidade. Aplicam-se aqui os critérios indicados por Bento XIV: O fenômeno não poderá ter uma explicação natural, como, por exemplo, a qualidade da terra? O fenômeno serviu para a conversão e santificação de alguém? Curou alguém? Das chagas de São Francisco exalava, às vezes, delicioso perfume. Isso também aconteceu com São Pio, ?bom odor de Cristo?. Durante o recitativo do ofício divino, no coro da Igreja, ?sentia-se?, às vezes ?um perfume todo especial, que emanava das chagas de suas mãos sangrentas?. Um médico recorda perfeitamente ?aquele perfume?, quase ?saboreado?: observou que, o corpo de Padre Pio, ?exalava um certo odor?, não lhe parecendo ?coisa boa que um frade, tido em tão bom conceito, usasse perfume?, mas depois constatou que não se tratava de perfume artificial e que também não se tratava de sugestão ou mera impressão sua. E conclui: ?quis fazer esta sincera declaração, porque é muito comum atribuir estes fenômenos que não se explicam ou que não se sabe explicá-los, ao fator de sugestão?. Fontes: Padre Pio ? Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006 Vida de Santa Rita ? Pe. Aloísio Teixeira, C.SS.R. Editora Santuário, Aparecida, 1995. Padre Pio de Pietrelcina ? Alessandro da Ripabottoni. Edições Padre Pio de Pietrelcina, Bari (Itália), 1992. Pensamentos Não há tempo melhor empregado que o que se investe em santificar a alma do próximo. O tempo transcorrido em glorificar a Deus e cuidar da saúde da alma não será nunca tempo perdido. Que formoso é o rosto de nosso dulcíssimo Jesus! Que doces seus olhos! Que felicidade estar perto dEle no monte de Sua glória! Não te preocupes de coisas que te perturbam e inquietam. Deus ? caridade ? amor ? graça ? Providência Uma só coisa é necessária: consolar teu espírito e amar a Deus. A chave da perfeição é o amor. Quem vive de amor, vive em Deus, pois Deus é amor, como disse o Apóstolo. Não amar é como ferir a Deus na pupila de Seu olho. Há algo mais delicado que a pupila? Carecer de caridade é como faltar contra a natureza O que carece de amor fere a Deus no mais delicado de Seu Ser. O amor que não se baseia na verdade e na justiça não é amor. A Bondade Divina não apenas não despreza os arrependidos, mas também busca os obstinados. O Coração de Nosso Divino Mestre não conhece outra lei que da doçura, da humildade e do amor... Confiai na Divina Providência. Estai seguros de que antes passarão, creia, o céu e a terra, que vos faltar a proteção do Senhor. A caridade é a rainha das virtudes. Como as pérolas de um colar estão juntas por um fio, assim as demais virtudes pela caridade. Se rompe-se o fio, as pérolas se dispersam; o mesmo acontece com as virtudes, se falta a caridade. A beneficência, de qualquer parte que provenha, sempre é filha da mesma mãe: da Providência. Somos capazes de um só desejo santo sem a graça? Não, certamente. Nos ensina a fé. Se uma alma não tivesse mais que anelos de amar a Deus, poderia estar satisfeita, pois Deus está onde se deseja, onde se anela. Não obstante, temos que amar com todas as nossas energias; assim um dia, o Senhor poderá dizer-nos: Tive sede e me deste de beber; fome e me deste de comer, sofria e tu me consolaste... A humildade e a caridade são companheiras inseparáveis. Uma glorifica, a outra santifica. Repete continuamente também tu ao dulcíssimo Jesus: quero viver morrendo para que da morte surja a vida que já não morre, e a vida ressuscite os mortos. Beija com afeto e freqüentemente a Jesus, assim repararás o sacrílego beijo de Judas, o apóstolo traidor. Tratai de progredir constantemente na caridade. Alargai vosso coração confiadamente ante os carismas divinos que o Espírito Santo queira derramar nele... Se queremos colher, não é tão necessário semear muito como semear em terra boa e, quando esta semente cresça e seja planta, devemos ter cuidado para que não a sufoque a cizânia (discórdia). Não tem amado desde há tempo o Senhor? E não o amas? E não desejas amá-Lo eternamente? Pois não te assustes. Mesmo que tenhas cometido todos os pecados do mundo, Jesus te repete: lhe serão perdoados muitos pecados porque muito amou. Sofres, é verdade, mas resignadamente, e não temas, pois Deus está contigo.Tu não o fendas, o ames. Sofres, mas convence-te que também Jesus sofre contigo e por ti. Jesus, quando tu fugias, não te abandonou. Menos ainda te abandonará agora que desejas amá-Lo. A humildade e a pureza de vida são asas que nos elevam a Deus, quase no divinizam. Recorda-te: está mais perto de Deus o malfeitor que se envergonha de suas travessuras, que o homem honesto que se envergonha de fazer o bem. Sê sempre prudente e ama. A prudência tem olhos, o amor pernas. O amor, ao ter pernas, queria correr até Deus, mas a força que o empurra para Ele é cega, poderia tropeçar freqüentemente se não o guiasse a prudência que tem olhos. Vendo a prudência que o amor necessita ser guiado, ela lhe empresta os olhos. Assim o amor se contem e, guiado pela prudência, obra como deve e não a seu capricho. A esperança em Sua inesgotável misericórdia nos sustenta na conjura das paixões e adversidades! Aproximemos confiantes ao tribunal da penitência onde Ele, como Pai, nos espera sempre. As portas do Paraíso estão abertas para todos. Recorda-te de Maria de Magdala. A misericórdia do Senhbor, meu filho, supera infinitamente sua malícia. Falsa é a religião de quem diz amar a Deus e não controla sua língua. Deus não realiza milagres onde não há fé. Despertemos, pois o desleixo destrói tudo, realmente destrói tudo. Devemos, certamente, amar a solidão, mas amemos ao próximo. Servimos a Deus somente quando o servimos como quer ser servido. Nosso anelo: amar a Deus. Ele contente, todos felizes. O gozo do Divino Espírito inunde vossos corações e o de todos aqueles que querem ser fiéis à Sua graça! Estai tranqüilas, pois o amor habita em vossos corações. Se anelais todavia mais amor, até chegar a possuir o amor perfeito, isso significa que não podemos parar no caminho do amor e da perfeição. Bem sabeis que no amor perfeito tereis possuído o Objeto deste amor; a que então tantas preocupações e desalentos inúteis? Cheias de confiança, suspirai confiadamente e não temais. A Cruz Jesus encha vosso coração de seu divino amor. Os transforme nEle. Anima-te também tu com este pensamento: tuas penas, espirituais e físicas, são provas que te envia o Senhor. As almas que amam a Jesus devem tratar de assemelhar-se a seu eterno e divino modelo. Jesus chegou a sentir-se só. Em Sua humanidade quis experimentar a incompreensível pena de sentir-se abandonado até de Seu Pai Celestial. Às vezes o Senhor permite que experimentes o peso da Cruz. O peso te parece intolerável, mas o sobrelevas, porque o Senhor, por amor e misericórdia, te ajuda com sua força. Não te esmague a Cruz. Se seu peso te faz cambalear, sua potência te sustenta. Subamos ao Calvário com a Cruz às costas. Não duvidemos. Nossa ascensão terminará com a visão celeste do dulcíssimo Salvador. Se Jesus se manifesta, agradece-O. Se esconde-Se, agradece-O também. São jogos de amor. Que a Virgem, clemente e piedosa, continue obtendo-vos, da inefável bondade do Senhor, força para afrontar até o fim as provas de amor que vos sobrevenha! Meu desejo é que chegueis a expirar na Cruz com Jesus e com Ele possais docemente exclamar: ?Consummatum est!? (Tudo está cumprido) A vida é um calvário. Convêm subi-lo alegremente. As cruzes são presentes do Esposo. Sou zeloso. Meus sofrimentos são agradáveis. Apenas sofro quando não sofro. Ânimo! Não espereis chegar o Tabor para contemplar a Deus. Já o veis e contemplais no Sinai. A Cruz é a bandeira dos eleitos. Não nos separemos dela e cantaremos vitória em toda batalha. Apóia-te, como a Virgem, na Cruz de Cristo, e terá alívio. Maria sofreu atrozmente ante seu Filho Crucificado; porém, não podes dizer que Ela ficou abandonada. Mais ainda, jamais havia amado tanto a seu Filho como então que nem mesmo podia chorar. Na vida, cada um tem sua cruz. Temos que conseguir ser o bom ladrão, não o mal. Quanto mais dura seja a prova que Deus envia a seus eleitos, tanto mais abundantemente os conforta durante a opressão e os exalta depois da luta. Os fortes e os generosos não se queixam se não é por graves motivos, e inclusive nesse caso, estes não chegam a inquietar seu interior. O Coração bom é sempre forte, sofre, não chora e se consola sacrificando-se por Deus e pelo próximo. Nos anime o pensar que depois de subir o Calvário, ascenderemos todavia mais acima sem esforço, até o monte santo de Deus. Não temais, Jesus é mais poderoso que o inferno. Apenas com a recordação de seu nome, todos, no céu e na terra, caem de joelhos ante Jesus, consolo dos bons e terror dos ímpios. O Senhor, por Sua piedade, acrescenta a outra provas a dos medos e temores espirituais, fatos de desolação e trevas, mas ditas trevas são luz no céu de nossas almas. De fato, quando a sarça arde, ao seu redor se forma uma auréola. O espírito, desconcertado, teme não ver, não compreende absolutamente nada. É então quando se apresenta Deus e fala à alma que ouve, entende, ama e treme... ?Não espereis chegar ao Tabor para contemplar a Deus, já o haveis contemplado no Sinai.? O que começa a amar há de estar preparado a sofrer. Acaricia e beija docemente a mão de Deus que te castiga. É sempre a mão de um Pai que te pega porque te quer. Para consolar o aflito, nada como recordar-lhe o bem que todavia pode realizar. Quando vos sobrevenha alguma prova, física ou moral, o melhor remédio é pensar nAquele que é nossa vida. Jamais pensar na prova sem pensar juntamente no Outro. É necessário que vos familiarizeis com os sofrimentos que Jesus vos envia, deveis viver sempre com eles. Comportando-vos desta maneira, quando menos espereis, Jesus, que sofre vendo-vos por grande tempo aflitos, vos reconfortará e infundirá novo valor em vosso espírito. A vida do cristão não é mais que uma luta contínua contra si mesmo. Não se consegue a felicidade senão por meio da dor. Se faz dia e a alma se recreia ao sol. Se faz noite e vêm as trevas. Se perde a memória. O Senhor, para conseguir um obscurecimento total, nos faz esquecer até as consolações recebidas. Calma! E convence-te de que estas trevas e tentações não são um castigo por tua iniqüidade; não és nem uma ímpia nem uma obstinada maliciosa, és uma entre as eleitas, provada como ouro ao fogo. Esta é a verdade; se dissesse outra coisa, mentiria. Não há em tua alma pecado algum que justifique teus temores, portanto tuas ansiedades e inquietações são simplesmente uma cruz. Que são, filha minha, os anelos que sentes incessantemente a Deus? O resultado do amor que atrai e empurra. Foge o amor? Para amar e aguçar o amor. Bem sabes, filha minha, que Maria sofreu atrozmente ante seu Filho Crucificado, porém, não podes dizer que ficou abandonada. Mais ainda, jamais amou tanto seu Filho como então que nem sequer podia chorar! Consola-te... defenda-te como podes e, se não o consegues, resigna-te e não temas ante a noite que cai... enquanto faz o que diz David: Elevai na noite vossas mãos para o santuário e bendizei ao Senhor. Sim, bendigamos de todo coração ao Senhor, bendigamo-lo sem cesar e pidamo-Lhe que seja nosso guia, nossa nave, nosso porto. As provas que vos envia e vos enviará o Senhor são sinais palpáveis do apreço divino e jóias da alma. Passará, filhas minhas, o inverno e chegará uma interminável primavera cujas belezas superarão em muito as duras tempestades. Tuas tentações Tuas tentações provêm do demônio, do inferno; tuas penas e aflições, de Deus, do Paraíso. As mães são de Babilônia, as filhas de Jerusalém. Desdenha as tentações e abraça as tribulações. Não, filho meu, deixa que o vento sopre e não creias que o ruído das folhas é o clamar das armas. Se consegues vencer as tentações, estas têm o mesmo efeito em vossa alma que o alvejante na roupa suja. Aborrecei as tentações e não vos entregais a elas. Imaginai a Jesus Crucificado em vossos braços e sobre vosso peito; beijando várias vezes Seu lado, dizei: Tu és minha esperança, a fonte viva de minha felicidade. Abraçado a Ti, Oh Jesus meu! ,não te deixarei até que me tenhas livrado. Caminhai entre ventos e marés, mas com Jesus. Se temeis por ficar mais forte a tempestade, gritai com São Pedro: Senhor, salva-me! Vos dará sua mão, amparai-vos nela com força e caminhai alegremente. Venham cataclismos. Se submerja o mundo em trevas, fumaça e estrondos... Deus está convosco. Mas se Deus habita nas trevas e no Sinai, entre relâmpagos e trovões, não estaremos contentes perto dEle? Se chegássemos a saber os méritos que obtemos pelas tentações sofridas com paciência e vencidas, quase quase exclamaríamos: Senhor, envia-nos tentações! Recordai-vos, filhas minhas, que sou tão inimigo dos desejos inúteis como dos desejos perigosos e maus, pois, mesmo que seja bom o que se deseja, nossos anelos são sempre defeituosos, especialmente se animados de excessiva solicitude, pois Deus não nos exige este gênero de bens, mas outros em que quer nosso exercício. Quer falar-nos, como a Moisés, entre espinhos, desde a sarça, entre nuvens e relâmpagos. Não desejemos que Deus nos fale entre suaves e frescas brisas, como falou a Elias. Que temeis, filhos meus? Escutai o que o Senhor disse a Abraão e nele a vós: Não temais, sou vosso protetor. Não buscai a Deus? O possuis, não minto. Sejam constantes em vossos propósitos, permanecei na nave em que embarcaram e que venham tempestades. Jesus está convosco, não perecereis. Ele dormirá, mas no momento do perigo despertará e vos clamará. Se devem ao demônio as perplexidades de espírito que experimentais. Deus as permite no porque vos odeie, e sim porque vos ama. É uma tentação, descarte-a, pensar que é impossível amar sinceramente ao Senhor, depois de havê-Lo ofendido. É uma insinuação do maligno. São Pedro, Apóstolo do Senhor, de Quem recebeu o poder sobre os doze Apóstolos, não negou a seu Mestre? Não se arrependeu e amou o Salvador e a Igreja o venera como santo? A luta Sede constantes, permanecei na nave em que embarcaram e venham tempestades. Jesus está convosco, não perecereis. O medo é pior que o próprio mal. Devem ser valentes para serem grandes: é nosso dever. A vida é uma luta que não podemos abandonar, mas temos que vencer. A alma é um campo de batalha, onde Deus e Satanás não cessam de lutar. É necessário abrir ao Senhor as portas de nossa alma de par em par, entregá-la totalmente, fortificá-la com toda classe de armamento, iluminá-la com Sua Luz para combater as trevas do erro, revesti-la de Jesus, com sua verdade e justiça, com o escudo da fé, com a Palavra de Deus, apenas assim triunfaremos sobre o inimigo. Para revestir-se de Jesus é necessário despojar-se de si mesmo. Não nos tem que assustar a luta com o inimigo. Quanto mais intimamente unidos estamos a Deus, mais se acovarda nosso adversário. Ânimo, portanto. A culpa ?Caminhai com delicadeza pelo sendeiro do Senhor e não atormenteis vosso espírito. Aprendei a odiar vossos defeitos, mas sempre com serenidade. E se o demônio todavia ronda raivoso em vosso redor, alegrai-vos, é muito bom sinal. O que aterroriza é sua paz, sua concórdia com a alma humana?. Não há culpa a não ser no que a alma quer, ou bem, não tendo querido, o aprova ou não se esforça por distanciá-lo de si. Acaba de uma vez com essas inúteis apreensões. Recorda-te de que não é o sentimento o que constitui a culpa, mas teu consentimento. Apenas a vontade livre é capaz do bem ou do mal. Quando a vontade geme sob a opressão do tentador, mas não se dobra às suas sugestões, não apenas não há culpa, senão virtude. Recorda que Deus pode recusar tudo o que provem de nosso ser contaminado, mas não pode recusar (sem recusar-se a Si mesmo, o que seria uma monstruosidade) o desejo sincero de quem quer amá-Lo e abjura, portanto, do mal. Conclusão. Vive tranqüilo. Não te deixes enganar pelo inimigo. Não ofendemos a Deus além de quando, conhecendo a maldade de uma ação, a realizamos com deliberada e plena vontade. A Confissão Nem com o pensamento nem na confissão deve-se recordar as culpas já manifestadas em confissões anteriores. Por nossa contrição, Jesus as perdoou no Tribunal da penitência. Ali, com nossas misérias, nos encontramos com Ele como devedores ante seu credor. Com misericórdia infinita rasgou, rompeu letras assinadas com nosso pecado, que não poderíamos pagar jamais sem o socorro de sua clemência divina. Voltar a nos acusar daquelas faltas, querer recordá-las, para obter de novo o perdão, somente pela dúvida se as haverá perdoado real e totalmente, não é acaso duvidar da bondade divina, manifestada tão plenamente por Cristo, rompendo todo documento de nossa dúvida, contraída pecando...? Ao máximo, se isso os conforta, recordai as ofensas feitas à justiça, à sabedoria, à infinita misericórdia de Deus, mas somente para chorá-las com arrependimento e amor. ...depois, com fé delicada, com o mesmo amor ardente com que Ele cerca e persegue nossas almas, humilhemos a seus pés nossa fronte impura. É pecado a mentira, não a verdade. Não devemos abster-nos, para evitar escândalos farisaicos, de obrar o bem. Somos bons, quando estamos com os bons. Quando estamos com os maus, maus. Isto é julgar à esconderijo. É comportar-se como meninos que, ante estranhos, abusam dos doces, seguros de que, então, seus papais não se atreverão a reprovar seu proceder. Quem comete sacrilégio, assina sua própria condenação. Somente pode salvar-se por graça especialíssima, obtida por almas muito unidas a Deus. A mentira é filha do demônio. O simples fato de sofrer a tentação de pensamentos impuros não é pecado. Recusando-os pratica-se a virtude. A oração As graças e os gozos da oração não são águas da terra, mas do céu. Todos nossos esforços não são suficientes para fazê-las cair, mas é igualmente necessário preparar-nos com a maior diligência, serena e humildemente. Deve-se ter o coração constantemente aberto na espera do orvalho celestial. Não esqueças este conselho na oração, pois aproximar-te-á de Deus e te ajudará a manter-te em sua presença. Quando vos distrais na oração, não aumenteis a distração entretenendo-vos em averiguar o motivo e o como. Fazei como o caminhante extraviado, que, apenas se dá conta de haver errado o caminho, imediatamente busca o justo. Assim vós, continuai vossa oração sem entreter-vos nas distrações. Quando notais que aumenta o peso da Cruz, insisti na oração, para que Deus vos console. Comportando-vos desta maneira não obrais em absoluto contra a vontade de Deus, mas acompanhais, para obter alívio, a seu mesmo Filho, que também orou a seu Pai no Horto. Se Deus não vos alivia, estai preparados para submeter-vos à Sua vontade divina, como Cristo. O sagrado dom da oração está na mão direita do Salvador. A medida que te esvazias de ti mesmo, do apreço a teu corpo e à tua vontade, e te vais arraigando na santa humildade, o Senhor era enchendo teu coração com o dom da oração. As orações dos Santos no Céu e dos justos na terra são qual perfume de duração eterna. ?A oração deve ser insistente, pois a insistência denota fé?. Reza. Espera. Não te impacientes. A intranqüilidade não te favorece em absoluto. Deus é misericordioso. Escutará tua oração. ?Toda oração é preciosa, se faz-se com reta intenção e boa vontade?. ?Deve-se progredir, jamais retroceder, na vida espiritual. Se não, nos acontece à nave que, em vez de ultrapassar, para. O vento se encarregará de fazê-la retroceder?. A oração é nossa melhor arma. É a Chave do coração de Deus. Tem que falar a Jesus, também com os lábios, mas sobretudo com o coração. Mais ainda, há momentos em que somente tem que falar-lhe com o coração. A meditação Tem paciência e persevera no santo exercício da meditação. Contenta-te de começá-lo pouco a pouco até que tuas pernas te consintam correr, melhor porém, tuas asas, voar. Dê-te por satisfeito obedecendo. Isso não é pouco nem fácil para uma alma consagrada a Deus. Contenta-te, agora, de ser uma abelha recém nascida. Logo crescerás e serás abelha adulta e produzirás mel. Quando andas mal de tempo, é melhor a meditação que a oração, pois é mais frutuosa. Quem não medita, é como o que não se olha nunca ao espelho. Não lhe importa sair desalinhado, pois, ainda sem sabê-lo, pode ter-se sujado. O que medita, dirige seus pensamentos a Deus, espelho de sua alma. Trata de conhecer seus defeitos. Faça o possível para corrigi-los. Freia seus impulsos. Ordena sua consciência. Por que vos afligis se não chegais a meditar tal e como quereis? A meditação não é um meio para elevar-se até Deus, mas um fim. Tende a amar a Deus e ao próximo. Amai a Deus com toda vossa alma e sem reservas. Amai ao próximo como a vós mesmos e havereis conseguido o fim principal da oração. Por favor vos peço, não estragueis a obra de Deus em vós. Quando notais que vossa alma sente desejos irresistíveis de contemplar a Deus ou em Si mesmo, ou em seus atributos, dai-Lhe liberdade e não pretendais ascender até Ele com razoamentos e mais razoamentos, primeira parte da meditação, antes bem procurai concordar afetivamente a Deus, segunda parte da meditação, e, ousaria dizer, a definitiva. A primeira parte vos sirva para a segunda, mas quando o bom Deus vos situa já na segunda, não queirais retroceder, estragarias tudo. ?É para comover-se de agradecimento ante o sublime mistério que atrai ao Coração de Jesus até sua criatura. Há dignado encarnar-se, viver conosco nossa mísera vida. Esforcemo-nos em considerar dignamente seu tenaz entusiasmo e a dureza de seu apostolado, em recordar o horror de sua Paixão, de seu Martírio, em adorar seu Sangue, realmente oferecido, até a última gota, para remir o gênero humano?. Mesmo que não consigas fazer uma meditação perfeita, não desistais disso. Se as distrações se multiplicam, não vos desanimeis. Exercitai-vos na paciência, vos enriqueceis igualmente. Determinai quanto durará a meditação e não capituleis antes do tempo, inclusive a custo de grandes sacrifícios. Nos livros se busca a Deus. Na meditação se encontra-O. Nas mãos de Deus nossa santificação O anelo de chegar à paz eterna é bom e santo, mas deve-se moderá-lo com a submissão aos desígnios divinos. Melhor é fazer na terra a vontade divina, que gozar do Paraíso. Sofrer e não morrer, era o lema de Santa Teresa. Doce é o Purgatório, pois nele se sofre por amor a Deus. Inclusive o desterro é bonito, anelando o Paraíso. Vos agoniais se Jesus, para conduzi-los à pátria celestial, vos faz caminhar a através de campo ou por desertos, quando uns e outros conseguirão igualmente a felicidade eterna? Descartai toda preocupação excessiva que provenha das penas com que Deus queira provar-nos. Si isso não vos for possível, afastai a idéia e vivei submetidos em tudo ao querer divino. Não vos entregueis de tal maneira à atividade de Marta que chegueis a esquecer o silêncio e a entrega de Maria. A Virgem, que tão bem encarna uma e outra, vos sirva de suave modelo e vos inspire. Para Deus Na vida espiritual, quanto mais se corre, menos se nota o cansaço. Mais ainda, a paz, prelúdio do gozo eterno, nos inundará, seremos verdadeiramente ditosos e fortes, a medida que, esforçando-nos constantemente, deixemos viver Cristo em nós, despojando-nos de nós mesmos. Deus enriquece a quem se despoja totalmente de sis mesmo. Cumpramos o de Davi: Elevai na noite as mãos para o santuário e bendizei o Senhor. Sim, filhos meus, bendigamos-lhe continuamente. Que Ele seja nosso guia, nossa nave, nosso porto! Trabalhai em algo, sempre... No livro da Sabedoria se exalta por seu trabalho a mulher valorosa: seus dedos, diz, manejam o fuso. A roca é o acúmulo de vossos desejos: fiai, pois, um pouco cada dia, tramai fio a fio vossos desígnios, até que se realizem e voltai infalivelmente a começar. Tende cuidado, não vos precipiteis, pois embaraçarias o fio. Se emaranharia assim vossa roca. Caminhai, por tanto, sem cessar. Avançai lentamente. Chegareis a feliz término. Sempre adiante! Na vida espiritual, quando não se adianta, se retrocede. Nos sucede como a nave. Deve caminhar sempre. Se para, os ventos a fazem retroceder. ?Toda maquinação humana, de qualquer parte que provenha, tem seu lado positivo e seu lado negativo, deve-se saber assimilá-la, aceitar o bom e oferecê-lo a Deus, e eliminar o mal?. Comungai diariamente. Descartai as dúvidas não razoáveis e obedecei cega e alegremente. Confiai, não temais o futuro. A tábua de salvação e a arma Divina para poder cantar vitória, é a submissão plena a quem vos guia nas trevas, nas perplexidades e batalhas da vida. Oh Senhor, supre minhas misérias! Meu Deus, meu Deus, perdoa-me! Não te ofereci nada jamais e agora, a pouco que sofro, pela nimiedade de meus sofrimentos comparados com os Vossos, me queixo injustamente. Ninguém merece nada. O Senhor é benévolo conosco. Sua bondade infinita, perdoa-nos, nos cumula de bens. A fé O Credo mais formoso é o que floresce em teus lábios nos momentos mais negros, mais sacrificados, mais dolorosos, nos que continua animando-te uma inefável vontade de superação. É o Credo que, qual relâmpago, dissipa as trevas de tua alma, o que, no mais robusto da tempestade, te eleva e conduz a Deus. Procurai reunir em vós a simplicidade das crianças e a prudência dos adultos. Fonte: Consejos Exhortaciones Del Padre Pio de Pietrelcina, tirados de seus escritos ou ouvidos de viva voz, Edições Casa Sollievo della Sofferenza, San Giovanni Rotondo, 1975. (A presente seleção de conselhos e exortações reflexa exclusivamente a atividade sacerdotal desenvolvida normalmente por P. Pio, como confessor e diretor de almas. Não tem nada a ver com fatos ou sucessos sobrenaturais. Realizamos essa obra, com plena e absoluta submissão às deliberações de nossa Santa Madre a Igreja, apenas com fins pastorais e em benefício dos enfermos pobres.) CONSAGRAÇÃO A SÃO PIO DE PIETRELCINA Ó glorioso São Pio de Pietrelcina, Tu que és o Santo deste novo milênio, Tu que és meu amigo, Consolador da minha alma, auxílio de mim, que sou pecador, Que pelo teu sofrimento compreende bem todos os meus sofrimentos. A ti me consagro e aos que me são caros; A ti confio meu espírito, para que o tornes capaz de suportar todas as tribulações que tenho no coração; A ti confio a súplica de apresentar minha alma a Nossa Senhora das Graças, para que eu possa obter de Deus a eterna salvação; A ti confio meu pedido de intercessão para que eu obtenha da Divina Bondade a graça de ....., que ardentemente desejo. Acolhe-me sob a tua proteção. Defende-me dos ataques do maligno. E, sobretudo, intercede junto ao Altíssimo para que, com o perdão dos meus pecados, eu me torne perseverante nos caminhos do bem. Glória ao Pai ao filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio agora e sempre. Amém. (3 vezes) Oração de São Pio Ó Jesus! Destrói em mim tudo o que não seja do teu gosto. E escreve as tuas dores no meu coração com o fogo da tua caridade. E aperta-me fortemente junto de ti, suave e eternamente, para que não mais te abandone nas tuas dores. Que eu possa repousar-me sobre teu coração nas dores da vida para conseguir desta força a restauração. Que o meu espírito não tenha outro desejo que viver ao teu lado no horto e saciar-me nas penas do teu coração. Que a minha alma se inebrie do teu sangue e se alimente contigo com o pão dos teus sofrimentos. Amém Padre Pio - Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006. ORAÇÃO a SÃO PIO de PIETRELCINA "Ó Deus, que doastes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de vosso Filho, por sua intercessão, dai-me a graça... que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressureição. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai " "Para fazer notar a sua presença (o demônio), recorre a um aspecto que corresponde ao que vai provocar: medo, sedução, engano. Notamos que (São) Padre Pio, no final da primeira infância, havia tido visões celestiais, tanto que acreditava ser um fato comum a todos. Mas viu também os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedontravam profundamente. E por toda a sua vida continuou a ver esses seus inimigos cruéis, em aspectos diversos, quase sempre presente na sua pessoa maligna, ainda que a veste não fosse aquela real de sua natureza. Em algumas vezes o padre havia visto os demônios como seres horríveis, que o atormentavam, o batiam com ruídos de corrente, deixando-o marcado e sangrando. Outras vezes apareciam como horríveis animais, rosnando e aterrorizando. É muito sifnificativa a descrição dos assaltos demoníacos, que ele fez de onde os superiores o haviam mandado em 1911, para que completasse os estudos e aprendesse as eloqüências sacras. Foi uma das tantas visitas breves e sofridas, que terminaram com o retorno à sua região de Pietrelcina. Foi em Venafro que pela primeira vez se manifestou claramente o mundo interior de Padre Pio, seja pelos assaltos dos demônios, seja pelo êxtase que sempre o seguiram, quando o padre falava livremente ao Senhor ou à Mãe, sem se dar conta se qualquer irmão estava presente e escutava. O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade. Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar (São) Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco...), sobretudo na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual...)." Fonte: Padre Pio - breve história de um santo, Pe. Gabriele Amorth. Edições Palavra & Prece, São Paulo, 2007. O mal As tentações, os desalentos, as inquietudes, são mercadoria do inimigo. Recordai-vos disso: se o maligno continua molestando, sinal de que todavia não está dentro, está fora. O que deve aterrorizar-nos é sua paz e concórdia. O diabo é como um cachorro raivoso acorrentado. Mas além do raio de ação que lhe permite a corrente, não pode morder ninguém. Mantenha-te longe dele. Se te aproximares demasiado, te morderá. Recorda que o diabo tem uma só porta para penetrar em nosso interior: a vontade. Não há outras portas secretas ou escondidas. Não há pecado se não houve vontade de cometê-lo. Apetrechemos da prudência e do Espírito Santo, pois o demônio tem se entocado no interior dos estúpidos. O que provêm de Satanás começa com bonança, mas termina tempestuosamente, com a indiferença e a apatia. Fonte: Consejos Exhortaciones Del Padre Pio de Pietrelcina, tirados de seus escritos ou ouvidos de viva voz, Edições Casa Sollievo della Sofferenza, San Giovanni Rotondo, 1975 Novena a São Pio 1° Dia: Amado São Pio de Pietrelcina, você carregou em seu corpo os sinais da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Você levou a Cruz para todo o mundo, enquanto agüentava os sofrimentos físicos e morais que flagelavam sua alma e seu corpo em um martírio contínuo. Nós o imploramos, por favor, reze a Deus para nós, assim cada um de nós poderá aceitar as pequenas e as grandes Cruzes da vida, e todo o mundo poderá transformar o sofrimento individual em vínculo seguro que nos liga à Vida Eterna. « É uma grande vantagem conformar-se aos sofrimentos que Jesus enviará a você. Jesus, que não supor ver que você sofre, virá socorrê-lo e o confortar, enquanto infunde uma coragem nova em sua alma ». Padre Pio Rezar a Oração do Sagrado Coração de Jesus no final de cada dia da novena: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. Reze: 3 Ave- Marias ,acrescentando em cada uma:Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós . 2° Dia: São Pio de Pietrelcina, que está junto com Nosso Deus Jesus, você soube resistir às tentações do maligno. Você sofreu os golpes e a opressão do endiabrado do inferno que quis induzi-lo a abandonar a sua estrada de santidade. Nós o imploramos, por favor, reze a Deus por nós, de forma que, com a sua ajuda e com ajuda de todo o Reino Divino, nós possamos achar a força para abandonar o pecado e perseverar de fato na fé até o dia de nossa morte. « Coragem e não tema as agressões do Diabo. Lembrem-se disto sempre: ?É um sinal bom se o inimigo gritar e rogar o seu perjúrio ao seu redor ? isto mostra que ele não está dentro de você ». Padre Pio. 3° Dia: Virtuosíssimo Padre São Pio de Pietrelcina: você amou muito Nossa Senhora, de quem recebeu, diariamente, graças e consolações. Nós imploramos, por favor, reze à Mãe Santa por nós, enquanto coloca nas mãos Dela nossos pecados e nossas orações sem fé, de forma que, como em Caná da Galiléia, o Filho atenda a Mãe e nosso nome seja escrito no Livro da Vida. « Que Maria seja a estrela que ilumina seu caminho, e que ela lhes mostre o modo seguro para seguir o Pai Celestial. Ela é como uma âncora, na qual vocês têm que se agarrar e conservar-se cada vez mais unidos e firmes nos momentos de tentação». Padre Pio. 4° Dia: Castíssimo Padre São Pio de Pietrelcina, que tanto amastes e nos ensinastes a amar o Santo Anjo da Guarda, o que te sérvio de companhia, de guia, de defensor e de mensageiro. A ti as figuras Angélicas levaram os rogos dos teus filhos espirituais. Intercede a Deus por nós para que também nós aprendamos a falar com nosso Anjo da Guarda, para que a todo momento saibamos obedecer-lhe, pois és a luz viva de Deus que nos livra da desgraça de cair em pecado. Nosso Anjo sempre está pronto a ensinar-nos os caminho do bem e a dissuadir-nos de fazer o mau. « Invoca o teu Anjo da Guarda, que te iluminará e te conduzirá. Deus O te deu por este motivo. Por tanto vale-te Dele ». Padre Pio. 5°Dia: Prudentísimo Padre São Pio de Pietrelcina. Tu que tanto amas e nos ensinastes a amar as Almas do Purgatório; por elas que te oferecestes como vitima de expiação, dos pecados delas. Roga a Deus Nosso Senhor, para que ponha em nossos corações sentimentos de compaixão e amor por estas almas. Também nós ajudaremos as Almas do Purgatório e reduziremos seus tempos de desterro e de grande aflição. Conseguiremos para elas, com sacrifícios e orações, o descanso eterno de suas almas, e as Santas Indulgências necessárias para tira-las do lugar de sofrimento. « Ó Senhor, Jesus Cristo, te suplico derrame sobre mim, todos os castigos que são para os pecadores e as Almas Benditas do Purgatório, multiplica sobre mim os sofrimentos, com os quais convertes e salva os pecadores, e livra-los salvos do tormento do purgatório ». Padre Pio. 6° Dia: Obedientíssimo Padre São Pio de Pietrelcina. Tu que quisestes tão bem aos enfermos, mas que a ti mesmo, porque neles vias a Jesus. Tu que em nome de Deus obrou milagres de curas do corpo, da alma, da mente no presente, no passado e no futuro das pessoas, devolvendo esperança de vida e renovação de espírito e na integridade total das pessoas. Rogai a Deus para que todos os enfermos, por intercessão de Maria Santíssima, possam experimentar tua forte ajuda, e através da cura do corpo possam encontrar benefícios espirituais e agradecer sempre a Deus. « Se eu sei que uma pessoa está aflita, seja em sua alma ou em seu corpo, suplicarei a Deus para vê-la livre de seus males. De boa vontade tomaria todos os seus sofrimentos para vê-la salva e cederia os frutos de tais sofrimentos em seu favor». Padre Pio. 7° Dia: Benditíssimo Padre São Pio de Pietrelcina. Tu que tens realizado o projeto de salvação de Deus e tens oferecido teus sofrimentos para desatar os pecadores das redes de Satanás. Roga a Deus para que os homens, que não crêem, tenham uma grande e verdadeira fé e se convertam; arrependendo-se do fundo de seus corações, e que as pessoas com pouca fé melhorem sua vida cristã, e que os homens justos continuem sobre o caminho da salvação. « Se o pobre mundo puder-se ver a beleza da alma sem pecado, todos os pecadores, todos os incrédulos se converteriam naquele instante ». Padre Pio. 8° Dia: Puríssimo Padre São Pio de Pietrelcina, Tu que quisestes muito bem aos teus filhos espirituais. Muitos dos teus filhos tem sido comprados por ti com o preço do teu sangue. Também nos concedes a nós que não te conhecemos pessoalmente, de consideramos como teus filhos espirituais. Com tua paternal proteção, com tua santa orientação, com a força que conseguiras para os outros filhos de Deus, podermos, no momento da morte, encontra-te nas portas do Paraíso, esperando a nossa chegada. « Se me fosse possível, queria conseguir de Deus somente uma coisa, ?que me disse-se Vá para o Paraíso? queria conseguir esta graça ?Senhor, não me deixe ir ao Paraíso até que o último dos meus filhos, a última das pessoas que me foram confiadas, tenha entrado antes que eu ». Padre Pio. 9° Dia: Humilde Padre Pio de Pietrelcina, tu que és verdadeiramente amado pela Santa Madre Igreja; Roga à Deus, Nosso Senhor, ao Senhor das messes, para que mande trabalhadores a sua santa obra, e dê a cada um deles segundo o seu santo trabalho; De maneira que tenhamos no mundo, sacerdotes santos; Que estes obtenham a força e a inspiração divina. Ao mais, nós te rogamos a intercessão junto a Santíssima Sempre Virgem Maria; Para que conduza todos os homens a uma unidade de cristãos, reunidos na grande casa de Deus; Para que a Santa Igreja seja o Farol de luz e salvação, neste mar de tempestades que é a vida de hoje. « Sempre se mantenha unido a Santa Igreja Católica, porque somente ela pode salvar-te, porque somente ela possui o Jesus Sacramentado, que é o verdadeiro príncipe da paz». Padre Pio. Milagres Milhares de pessoas escrevem ao convento de San Giovanni Rotondo para agradecer a São Pio por uma graça alcançada. Já o faziam quando o frade ainda vivia e continuaram a fazê-lo depois de sua morte. Um livro inteiro seria insuficiente para falar de todos seus milagres... Eis apenas um, que trata-se da conversão (o maior milagre) de Alberto Del Fante, advogado e professor no Colégio de Voltaire, em Bolonha. Diz ele: ?Eu era maçom. Era ateu. Não acreditava em nada. Padre Pio deu-me uma nova vida, sob todos os pontos de vista. Agora, rezo; agora vou à igreja aos domingos. Fico feliz quando vejo meus filhos fazerem o sinal-da-cruz antes das refeições para agradecerem a Deus o pão que Ele nos concede. Agora, recebo os sacramentos, e alegro-me quando espero a comunhão. Aquele que tem a coragem de abraçar a fé aprenderá também a conhecer minha felicidade. Deus dá tudo aos que o amam?. Del Fante tornou-se um dos mais respeitados biógrafos de Padre Pio. Fonte: Padre Pio ? Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006 ?Eu amo a cruz, só a cruz, a amo porque a vejo sempre às costas de Jesus? (São Pio) Os seus sofrimentos Uma grande e detalhada descrição de todas as dores de São Padre Pio nos levaria muito longe. Acontentemo-nos, pois, em indicar alguns dos sofrimentos físicos e morais que o flagelaram alma e corpo, espírito e carne, em um ?martírio contínuo? (Epist. I, 472) que o acompanhou quase sempre nos seus 81 anos de vida. a) Dores morais No que diz respeito às dores morais, nos limitaremos a elencar os vários setores nos quais a sua alma foi provada. Às provas interiores, às tentações contra a fé, a esperança, a pureza, ?violentas e contínuas? (Epist. I, 383s, 909s, 966, 988), se juntam as vexações psíquicas e físicas do espírito do mal; assombrações, golpes, perseguições. Os amargores vindos do ambiente externo: polêmicas, contestações, acusações, manifestações desordenadas e rumorosas das multidões e de devotos; visitas médicas impostas por autoridades eclesiásticas e da Ordem; e por último, a segregação completa dos fiéis com proibição de entrar na Igreja, a suspensão dos ofícios sagrados, com excessão da missa que devia celebrar em uma capela interna do convento (de 11 de junho a 15 de julho de 1933). Em uma carta de 1915, quando ele estava ainda no início do seu longo e cruento martírio, condensando tudo e quase divisando o futuro, escreveu São Padre Pio: ?Sobre mim... se confirmou o futuro do Altíssimo e todas as suas ondas e as suas vagas... se abateram sobre mim... Todos me tomam por abominado. Encontro-me só a lutar e a chorar, seja de noite, seja de dia? (Epist. I, 65). Mas, entre todas as dores morais, é recordada aquela particular prova do espírito, constituída do fenômeno místico da ?noite escura? que como se sabe, representa a prova de fogo da santidade, para que a criatura se destaque de tudo, desde as alegrias espirituais, e se dê incondicionadamente a Deus. São Padre Pio viveu na escuridão desta ?noite? por toda a vida. b) Dores físicas Às dores do espírito se ajuntavam, paralelamente, as dores físicas. Os males da alma se refletiam no corpo, também por aquela indivisível unidade que o ser humano é. Entre as dores físicas de São Padre Pio pode-se mencionar as suas múltiplas, prolongadas e misteriosas doenças. Não se pode não ficar surpreso ao ler que suas altas febres chegavam a mais de 42 graus e que os termômetros comuns se rompiam em suas axilas. Ainda se pode recordar os seus contínuos jejuns, as longas vigílias e os prolongados períodos de oração. É necessário, sobretudo, ter presente os sofrimentos da coroação de espinhos, da flagelação, transverberação e da estigmatização. ?Somente Jesus pode compreender a pena que existe para mim, porque é preparada na cena dolorosa do Calvário? (São Pio) As chagas de São Padre Pio A estigmatização de São Padre Pio aconteceu em dois períodos: um de preparação que durou 8 anos (de setembro de 1910 a setembro de 1918); e o da estigmatização propriamente dito, que durou 50 anos (de setembro de 1918 a setembro de 1968). Durante o primeiro período, comumente chamado período das chagas ?invisíveis?, os sinais da paixão do Senhor apareceram com intervalos de tempo no corpo do venerável Padre. Porém, quando não eram visíveis os sinais externos das feridas, que Deus tinha feito desaparecer à causa das suas insistentes orações, a dor era sempre presente e fazia-se sentir ?especialmente em algumas circunstâncias e em determinados dias?. (Epist. I, 266, 669). Durante o segundo período, as chagas foram sempre visíveis e permanentes, desde a manhã do sábado 20 de setembro de 1918 (Epist. I, 1093 ? 1095), até a morte. No início, as chagas eram pequenas feridas; mas de alguns meses, tornaram-se grandes e tomaram aquela forma arredondada com um diâmetro de 2 centímetros aproximadamente, que foi conservada até o fim de sua vida. A ferida do peito tinha a forma de cruz e sua haste longa, disposta obliquamente, se estendia da quinta à nona costela enquanto a haste transversal correspondia à metade da outra haste. Objeto de estudo da parte de vários médicos, enviados pelas autoridades competentes da Ordem e da Igreja, ele foi motivo de atração para milhares de fiéis, em um espaço de 50 anos. Assim se exprimia Padre Benedetto, quando São Padre Pio celebrava a Missa: ?o dom era exposto ao público, devendo manter as mãos elevadas e descobertas?. (Epist. I, 1129, n. 4). O Testemunho de Padre Paulino ?Em forma de crônica devo dizer o que mais me tocou ao ver as chagas: foi a forma da chaga do peito; que começa do lado do coração e não da outra parte das costelas, como escutei muitos dizer. Tem a forma quase de um ?X?, o que se deduz que sejam duas feridas e isto corresponde com o que ouvi antes; porém, não posso provar, por falta de documentos seguros, que o Padre Pio fora ferido, com uma espada de um Cordeiro, no coração; uma outra coisa que me impressionou, foi o fato desta chaga ter a aparência de uma queimadura, não só superficial, mas que se adentra no peito?. Fonte: Le mie memorie intorno a Padre Pio, Padre Paulino da Casacalenda, pág. 173 Homenagem ao Padre Pio, Frei Gerardo Di Flumeri. Edições "Voce Di Padre Pio", Foggia (Itália), 1981. Preencha o Formulário de Pedido. Aqui. O Depósito deve ser efetuado para liberação do Pedido Camiseta / BaBy Look R$ 20,00 cada + frete (Branca ou Marrom ) Medalha de São Pio Prateada R$ 7,00 + frete Pôster de San Pio 30x20 R$10,00 + frete; (dois modelos) Imagem de Gesso (16cm) R$ 15,00 + frete Terço de Madeira com Medalhinha de São Pio R$ 12,00 + frete Loja Virtual Imagem de Gesso 2 (15cm) R$ 15,00 +frete E LEVE DE BRINDE UMA MEDALHINHA DE SÃO PIO Bolsa de tecido com imagem de São Pio R$ 15,00 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL: ASSOC FILHOS ESP SÃO PIO PIETREL CONTA-POUPANÇA 2001 . 013.24181-7 (o valor é inteiramente revertido para os fins da AFESPP) Santa Sé, o Vaticano todas as Encíclicas e documentos oficias da Santa Igreja, desde o Papa Leão XIII até os últimos pronunciamentos de Sua Santidade Bento XVI Diocese de Marília criada pela bula "Ad Episcoporum Munus", do Papa Pio XII, em 1952, foi um desmembramento da Diocese de Lins... Convento dos Frades Menores Capuchinhos "Santa Maria das Graças" conheça o site oficial de São Pio de Pietrelcina, do convento em que este santo viveu Obra de Padre Pio portal oficial da Obra de Padre Pio - fundação responsável pelo hospital "Casa Alívio do Sofrimento", fundado pelo santo, como também pelos Grupos de Oração de São Pio de todo mundo Ofício Divino O Ofício Divino (Oração das Horas ou Breviário) é a oração oficial (litúrgica) da Igreja Católica, distribuida ao longo do dia. É recomendação do próprio Estatuto dos Grupos de Oração de São Pio de Pietrelcina (Art. 14) a oração da Liturgia das Horas nos encontros do grupo, como também do Santo Rosário Canção Nova visite esta grande obra de evangelização, com reconhecimento pontifício em 2008 Agência Fides Congregação Para a Evangelização dos Povos, órgão oficial da Santa Sé, com as últimas notícias da Igreja no Vaticano e no mundo Levitação A levitação pode ser definida como o fenômeno no qual uma pessoa se eleva da terra e fica suspensa no ar e também pode ter o poder de elevar objetos. Tal fenômeno, obviamente é um dom dado por Deus aos místicos, inclusive os da Santa Igreja católica. São José de Cupertino, por exemplo, era famoso pelo dom de levitação e também como ele, São Pio de Pietrelcina tinha tais dons. Padre Pio era visto freqüentemente por seus irmãos enquanto ele se elevava do chão, durante a sua oração. Eis um dos diversos casos. Em Bari, cidade da Itália, durante a II Guerra Mundial se encontrava a sede do Comando da Força Aérea Americana. Muitos oficiais se dirigiam para ver o Padre Pio durante a guerra. Inclusive o general comandante foi protagonista de um episódio assombroso. Esse imponente oficial americano quis levar um esquadrão de bombardeiros para destruir um depósito de material de guerra alemão, que se localizava próximo a San Giovanni Rotondo. O general disse: ?quando os aviões estavam próximos ao alvo, seus homens e ele viram no céu um monge com as mãos erguidas. As bombas foram cair nos bosques. Os aviões haviam mudado o percurso. Todos se perguntavam quem era aquele monge a que os aviões tinham obedecido. Alguém falou ao General que em San Giovanni Rotondo vivia um monge que fazia milagres e ele decidiu que assim que o país estivesse livre, ele iria verificar quem era o monge que eles tinham visto no céu. Depois da guerra o General foi ao convento dos capuchinhos com alguns pilotos. Entrando na sacristia ele se achou de frente com vários monges entre os quais ele reconheceu imediatamente o monge que tinha parado os seus aviões: era Padre Pio. Padre Pio caminhou ao seu encontro e ao chegar perto dele disse: "Então é você que quis matar todos nós." Iluminado pelo olhar e pelas palavras do Padre, o General se ajoelhou em frente a ele. Como de costume o Padre Pio tinha falado em dialeto, mas o General se convenceu que o monge tinha falado em inglês. Este era mais um dos dons do Padre Pio. Todos se entreolharam e o General e seus amigos, que eram protestantes, converteram-se ao catolicismo. Fonte: PADRE PIO E O PODER DE BILOCAÇÃO E LEVITAÇÃO <http://www.eurooscar.com/padre_pio/piobilo1.htm> Bem vindo! Frases de direção espiritual, escritas e meditadas pelo próprio São Pio, que nos ajudam a buscar a interiorização à fé que professamos. Marcas de Amor Padre Pio recebeu os estigmas invisíveis, numa manhã de setembro de 1915, quando se encontrava a rezar no jardim de sua casa, em Pietrelcina Horários das Santas Missas em Marília Conheça sobre quem são e qual Carisma que vivem Camisetas, Imagens, Terços e muito mais Associação Filhos Espirituais de São Pio de Pietrelcina - Rua Helena Sampaio Vidal, 849 - Bairro Sta. Antonieta - CEP: 17.512-280 Marília/ SP - telefone 0 xx (14) 9738-4273 - Todos os direitos reservados - 2010 Notícias Visita virtual à Basilica de São Pedro, em RomaIrmandade da Terra Santa: conheça esse órgão oficial instituido pela Igreja e faça sua inscrição através do ComissariadoAbusos de menores: a resposta da Igreja - Documentos oficiais da Santa SéAs intenções confiadas pelo Santo Padre ao Apostolado da Oração para o ano 2010 Os Filhos Espirituais Visitantes: Veja diversas Fotos de Eventos dos Filhos Ficai Comigo Senhor Tu sabes quão facilmente Te abandono. Fica, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da Tua força para não cair tantas vezes... Loja Virtual Novena a São Pio Amado São Pio, você carregou em seu corpo os sinais da Paixão de Nosso Senhor... Galeria de Fotos Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus Padre Pio recitava esta coroinha diariamente, para os que pediam orações. Por isso, somos convidados a rezá-la todos os dias, para nos unir espiritualmente a ele... A Santa Missa São Pio nos ensina com qual dignidade devemos nos portar na Santa Missa; e mostra-nos que tal celebração é o mesmo sacrifício do Calvário, mas vivido por Nosso Senhor de forma incruenta. 14300 Somos um grupo de fiéis da Igreja Católica, da cidade de Marília, SP, jovens e adultos, casados e solteiros, que vivem a espiritualidade de São Pio de Pietrelcina, através da oração e de obras. Visitamos semanalmente doentes em hospital, com adoração ao Santíssimo Sacramento na capela e Comunhão aos doentes e realizamos atividades beneficentes a crianças de bairro carente. Associação Filhos Espirituais de São Pio de Pietrelcina CNPJ 11.489.603/0001-15 - Conta-Poupança 2001-013-24181-7 EDITORIAL, por Valdir de Almeida Pina: "Valdir de Almeida Pina, 35 anos, casado, pai de João Miguel. Minha história de São Pio começou quando participei de uma Santa Missa do Padre Roberto Letieri, fundador da Toca de Assis, que falava sobre o Mistério do Santo Sacrifício da Missa. E através do seminarista Padre Marcelo, hoje sacerdote, ganhei a primeira relíquia de São Pio, que veio da Itália. No mesmo período as irmãs Filhas do Coração de Jesus, da Paróquia São Sebastião, com imagem de São Pio vinda da Itália, disseram do desejo de São Pio na formação de um grupo aqui em Marília a ele dedicado. Depois o Padre Clécio acolheu os Filhos de São Pio na Catedral Basílica São Bento. Começaram-se as visitas no Hospital das Clínicas, com adoração na capela. Foram percebidos aromas do rosas durante Missas. Através da comunhão São Pio mostrava que se avançasse mais. Mostrava também os sofrimentos. Haveria vitórias, que vivêssemos essa Graça. A Cruz é a Escola da Santidade, a Escola do Amor. Quando algo vinha desanimar o grupo, quando ia desistir, algo chegava da Itália (uma revista de São Pio, santinhos, relíquias, livros, calendário) e assim fui evangelizando através de pequenas frases. Mesmo no Caminho de Deus há cruzes, mas a Cruz nos aponta a Jesus, sinal de vitória. Muitas pessoas hoje fogem da Cruz. Entram na comunidade mas fogem da Cruz. Ela, porém, é nossa escola. Em continuidade surgiram alguns projetos: Criança Feliz (três vezes ao ano), a Casa de São Pio... Hoje estou feliz pela organização da comunidade. Com pessoas ao meu lado. Minha maior felicidade é vê-las seguir como discípulos e discípulas, buscando em São Pio as virtudes de Jesus. A frase que mais me marcou de São Pio: ?O mundo poderia existir sem o sol mas não sem a Santa Missa?. Isso todos os cristãos devem viver " ________________________________________________________________________ Setembro 2010 ? VOZ DOS FILHOS DE SÃO PADRE PIO - DIOCESE DE MARILIA Ano II ? Número 13 - Marilia ?SP ? E-mail: filhosdepadrepio@hotmail.com REZE, TENHA CONFIANÇA E NÃO SE PREOCUPE (São Padre Pio) ________________________________________________________________________ ?RELAZIONE DELLA?ATTIVITÁ?:SETEMBRO - Visita religiosa no Hospital das Clínicas aos sábados. Início com Oração das Vésperas. Santíssimo exposto durante a visita e adorado por alguns na capela. Finalização de todos com Completas e oração em silêncio. - Oração semanal do Rosário (5 mistérios) na sede da Associação Filhos Espirituais de São Pio de Pietrelcina ? AFESPP, às segundas-feiras, às 20:00. Após a oração pode haver palestras sobre temas religiosos e confraternização entre o grupo. - Santa Missa na Matriz Sagrado Coração de Jesus, celebrada pelo Diretor Espiritual dos Filhos Espirituais de São Pio de Pietrelcina, Padre Luciano Ruiz Talarico, em honra de nosso Santo Patrono no dia 18 de setembro, sábado, às 19:00, com consagração dos novos membros e renovação dos consagrados. Informativo Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, rogai por nós! O PAPA FALOU na Audiência de 18 de Agosto de 2010, a respeito do Papa São Pio X: "...Giuseppe Sarto, este é o seu nome, nasceu em Riese (Treviso) em 1835 de uma família de camponeses e depois dos estudos no Seminário de Pádua foi ordenado sacerdote com 23 anos de idade. Primeiro foi vice-pároco em Tombolo, depois pároco em Salzano, em seguida cónego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e director espiritual do Seminário diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice demonstrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, a humildade e simplicidade e a grande caridade para com os mais necessitados, que constituíram características de toda a sua vida. Em 1884 foi nomeado Bispo de Mântua e em 1893 Patriarca de Veneza. No dia 4 de Agosto de 1903 foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava à altura de uma tarefa tão importante. / O Pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e caracterizou-se por uma notável esforço de reforma, resumida no mote Instaurare omnia in Christo, "Renovar tudo em Cristo". Com efeito as suas intervenções envolveram os vários âmbitos eclesiais. Desde o começo, dedicou-se à reorganização da Cúria romana; depois, deu início aos trabalhos para a redacção do Código de Direito Canónico, promulgado pelo seu Sucessor Bento XV. Sucessivamente, promoveu a revisão dos estudos e do percurso de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários seminários regionais, dotados de boas bibliotecas e professores preparados. Outro ramo importante foi o da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, tinha redigido pessoalmente um catecismo e, durante o Episcopado em Mântua, trabalhara a fim de que se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico Pastor, compreendera que a situação nessa época, também devido ao fenómeno da emigração, tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência, independentemente do lugar e das circunstâncias de vida. Como pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, depois se difundiu em toda a Itália e no mundo. Este Catecismo, chamado "de Pio X" foi para muitas pessoas uma guia segura na aprendizagem das verdades relativas à fé pela sua linguagem simples, clara e específica, e pela eficácia da sua exposição. Ele dedicou uma atenção notável à reforma da Liturgia, de modo particular da música sacra, para levar os fiéis a uma vida de oração mais profunda e a uma participação mais completa nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini, de 1903, primeiro ano do seu Pontificado, ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua fonte primária e indispensável na participação concreta nos mistérios sacrossantos e na oração pública e solene da Igreja (cf. AAS 36 [1903], 531). Por isso, recomendava a aproximação frequente dos Sacramentos, favorecendo a recepção diária da Sagrada Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças mais ou menos aos sete anos de idade, "quando a criança começa a raciocinar" (cf. S. Congr. de Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582). / Fiel à tarefa de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, diante de algumas tendências que se manifestaram no âmbito teológico, no final do século XIX e no início do século XX, interveio com determinação, condenando o "Modernismo", para defender os fiéis de concepções erróneas e promover um aprofundamento científico da Revelação, em harmonia com a Tradição da Igreja. Em 7 de Maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses da sua vida foram funestados pelos indícios da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado a 2 de Agosto de 1914, para manifestar "a dor acerba" da hora presente, era o clamor de sofrimento do pai que vê os filhos pôr-se uns contra os outros. Faleceu pouco tempo depois, no dia 20 de Agosto, e a sua fama de santidade começou a difundir-se imediatamente no meio do povo cristão. ? OS SANTOS DOUTORES ENSINAM, por Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo (1696-1787), sobre a amizade (Tratado da Castidade) "...A modéstia dos olhos pouco nos servirá se não vigiarmos sobre o nosso coração. "Aplica-te com todo o cuidado possível à guarda do teu coração, diz o Sábio (Prov 4,27), porque é dele que procede a vida". É aqui o lugar apropriado para se dizer algumas palavras sobre as amizades e, primeiramente, sobre as santas, depois sobre as puramente naturais e, afinal, sobre as perigosas. 1) Descrevendo São Paulo a corrupção moral dos gentios, enumerava entre seus vícios a falta de sentimento e de susceptibilidade para a amizade. A amizade, segundo São Tomás, é mesmo uma virtude. A perfeição não proíbe se entretenham amizades, diz São Francisco de Sales; exige somente que sejam santas e edificantes, a saber, só devem ser mantidas aquelas uniões espirituais por meio das quais duas, três ou mais pessoas, comunicam entre si seus exercícios de devoção, seus desejos piedosos e sentimentos nobres, tornando-se como que um só coração e uma só alma para a glória de Deus e o bem espiritual próprio e alheio. Com toda a razão podem tais almas exclamar: "Vede quão bom e suave é habitarem os irmãos em união" (Sl 132, 1). São Francisco diz mais que, em tal caso, o suave bálsamo da caridade destila de coração em coração por meio dessas mútuas comunicações, e bem pode-se dizer que Deus lança Sua benção sobre tais amizades, por toda a eternidade (Fil., III, c. 19). Tais amizades são recomendadas pela Escritura mesma, em termos eloqüentes: "Nada se pode comparar com o valor de um amigo fiel, e o valor do ouro e da prata não iguala a bondade de sua fidelidade" (Ecli 6, 16). "Um amigo fiel é um remédio para a vida e a mortalidade, e os que temem o Senhor encontram um tal" (Idem). Mas como podeis aconselhar as amizades particulares, dirá alguém, quando elas são tão rigorosamente condenadas por todos os ascetas? Respondo: As amizades particulares são proibidas unicamente nos claustros e com toda a razão, pois é imperiosamente necessário que todos os religiosos se amem mutuamente com amor fraterno, para que haja uma vida comum claustral. Ora, num claustro, as amizades particulares podem facilmente ocasionar perturbações dessa mútua caridade, dando ocasião a invejas, suspeitas e outras misérias humanas. São Basílio não hesitou dizer que as amizades particulares em um convento são uma sementeira perpétua de invejas, de desconfianças e inimizades. O mesmo acontece nas famílias em que o pai ou a mãe tem mais carinhos para um filho que para os outros. Os filhos de Jacó odiavam seu irmão José, porque seu pai lhe dedicava um amor especial. Não há, além disso, nenhum motivo de se alimentar tais amizades num estado religioso, pois, num convento, onde reinam a disciplina e a ordem, todos os membros tendem ao mesmo fim, à perfeição, e não é necessário travar amizades particulares para animar-se mutuamente ao serviço de Deus e ao trabalho do aperfeiçoamento próprio. Os que, vivendo no mundo, desejam dedicar-se à prática da virtude verdadeira e sólida, precisam, pelo contrário, de se unir aos outros por uma amizade santa e edificante, para poderem, por meio dela, se animar, se auxiliar e se estimular ao bem. Há no mundo poucas pessoas que tendem à perfeição e muitas que não possuem o espírito de Deus e, por isso, é preciso que os bons, quanto possível, evitem os que podem impedir seu adiantamento espiritual e travem amizade com os que os podem auxiliar na prática do bem." SÃO PEDRO, APÓSTOLO 1. "Envolve-te na tua capa e segue-me" (At 12, 8). É assim que o Anjo se dirige a Pedro, encarcerado na prisão de Jerusalém. E segundo a narração do texto sagrado, ele "saiu e seguiu-o" (At 12, 9). Com esta intervenção extraordinária Deus ajudou o seu apóstolo para que ele pudesse continuar a sua missão. Era uma missão difícil, que exigia um itinerário complexo e cansativo. Missão que se concluirá com o martírio precisamente aqui, em Roma, onde também hoje o túmulo de Pedro é meta de incessantes peregrinações de todas as partes do mundo. Homilia do Santo Padre João Paulo II em 29 de junho de 2002 SÃO BENTO, ABADE Nasceu em Núrcia, na Úmbria (Itália), por volta do ano 480; estudou em Roma; começou a praticar vida eremítica em Subiaco, onde reuniu um grupo de discípulos, indo mais tarde para Montecassino. Aí fundou um célebre mosteiro e escreveu a Regra que, difundida em muitos países, lhe valeu o título de patriarca do monaquismo do Ocidente. Morreu a 21 de março de 547. Contudo, desde fins do século VII, sua memória começou a ser celebrada em muitas regiões no dia 11 de julho. Fonte: Oração das Horas, Próprio dos Santos A Instrução da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, REDEMPTIONIS SACRAMENTUM, com aprovação do Sumo Pontífice, Servo de Deus, João Paulo II, no dia 19 do mês de março do ano 2004, é um precioso documento sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. Nele não encontra-se nada de novo, mas apenas nos relembra diversas normas litúrgicas da Santa Igreja a serem obedecidas por todas as Igrejas particulares, "sem que se justifique, por nada, em contrário". Possui 295 citações de outros documentos da Igreja, pouco conhecidos e menos ainda praticados. Uma excelente instrução àqueles que desejam uma verdadeira e real participação ao Sacrifício Eucarístico. Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html Horário das Santas Missas em Marilia ? SP ?Seria mais fácial a Terra existir sem o Sol do que sem o Eterno Sacrifício da Santa Missa? São Pio de Pietrelcina Nossa Senhora Fátima, Matriz (2): quarta-feira e sábado 19:30 / primeira sexta-feira do mês 19:30 / Domingo 09:30 Rua Japão, 239 Nossa Senhora de Fátima, Matriz (franciscanos): segunda a sexta-feira 19:30 / sábado 19:00 / Domingo 10:00, 16:00 e 19:00 Rua Marechal Deodoro, 387 Hospital das Clínicas, Capela: quarta-feira 13:30 Av. Monte Carmelo, 800 Mosteiro Maria Imaculada - Irmãs Clarissas (depois do aeroporto): segunda a sexta-feira 7:00 / sábado 08:00 / domingo 17:00 Alameda Santa Carolina, 150 - Novo Horizonte Santa Clara, Capela: domingo 09:00 R. Francisco Barrueco s/n - Jardim Parati Santa Luzia, Capela: sábado 19:30 Av. Rio Branco s/n esq. c/ R. Olavo Bilac - Distrito de Lácio Nossa Senhora da Glória, Santuário: segunda a sexta-feira 07:15 / sábado 14:00 e 17:30 / domingo 10:00 e 19:00 / primeira sexta-feira do mês 15:00, nas outras sextas-feiras apenas Comunhão às 15:00 / última quarta-feira do mês 20:00 (Missa de Cura e Libertação) Rua Bandeirantes, 40 (esquina com a Av. Sampaio Vidal) Hospital da Mulher, Capela: quarta-feira 17:00 (Missas suspensas pela reestruturação da capela) Nossa Senhora de Guadalupe, Matriz: quarta e quinta-feira 19:30 / primeira sexta-feira do mês 19:30 / domingo 08:00, 09:30 e 19:00 Av. João Ramalho, 1150 N. Senhora do Perpétuo Socorro, Matriz: quarta-feira 19:30 / domingo 10:30 e 19:00 / primeira sexta-feira do mês 19:00 / primeiro sábado do mês 15:00 (Missa dos enfermos) / Oração das Laudes com Comunhão de seguna a sexta-feiras 06:40 Rua Atílio Cizotto, s/n - Jardim Califórnia Nossa Senhora Auxiliadora, Capela: Domingo 09:00 horas Rua: Av. Maria Fernandes Cavalari, 2421 - Jardim Cavalari Santa Teresa do Menino Jesus (de Lisieux ou da Sagrada Face), Capela: Sexta-feira 20:00 (exceto nas primeiras sextas-feiras do mês, em que a Missa ocorre no primeiro domingo do mês 09:00) Rua: Padre José Osvaldo Nunes, 166 - Jardim Flamingo São José, Capela: Sábado 19:30 Rua: Eduardo Neves, 135 - Vila Coimbra Sagrada Família, Paróquia: de quarta-feira a Sábado 19:30 / Domingo 08:00, 09:30 e 19:00 Av. República, 4126 Sagrado Coração de Jesus, Matriz: Quarta-feira 19:30 / Sexta-feira 19:30 / Sábado 19:30 / Domingo 10:00 e 19:00 Rua Etelvina Teixeira da Silva, 17 Figueirinha (escola): Sábado 19:30 Local: Roberto Caetano Cimino ? Na Av. José Jorente, 51 Bairro:Figueirinha II - Alcir Rainerri Núcleo JK (EMEI Creche Estrelinha Dourada): Domingo 08:00 Rua Álvaro Lourenço dos Santos, 159 Missa nos Setores: Toda quinta-feira do mês às 20h, nos seguintes bairros: Jânio Quadros ou Jd. Sasazaki I Altos do Palmital ou César Almeida Aniz Badra ou Alcides Matiuzzi Jd. Sasazaki II ou Figueirinha São Pio X, Seminário Diocesano (propedêutico): segunda 17:00 / terça a sexta-feira 06:45 e domingo 07:00 Santa Antonieta, Matriz: Terça-feira 19:30 / Sábado 19:30 / Domingo 10:00 Av. Guiomar Novaes, 470 Nossa Senhora Aparecida, Comunidade: Quarta-feira 19:30 / Domingo 08:00 Avenida Sampaio Vidal, s/n - Padre Nóbrega Nossa Senhora de Lourdes, Comunidade: Sexta-feira 20:00 / Domingo 19:30 Rua Antônio Expressão, 595 - Parque das Nações Santa Edwiges, Capela : Sexta-feira 19:30 / Domingo 10:00 Rua Helena Sampaio Vidal, 199 - Jardim Santa Antonieta Santa Isabel, Matriz: de segunda-feira a sábado 19:00 / domingo 17:00 Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, 704 Betânia, Capela (Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus) : todos os dias 07:00 Av. Salgado Filho, 400 ? Bairro: Cascata Lar São Vicente de Paulo, Capela (asilo): todos os dias 07:00 Av. Vicente Ferreira, 728 ? Bairro: Cascata Jesus de Nazaré, Comunidade: domingo 09:00 Centro Comunitário Rua Altemar Dutra, s/n Novo Horizonte Nossa Senhora Rosa Mística, Comunidade: domingo 10:30 Colégio Criativo (Unidade I) ? Rua das Safiras, 45 Tangará São Benedito, Comunidade: domingo 08:00 Rua Guia Lopes, 515 ? Bairro Vila Altaneira São Vicente de Paulo, Capela: sábado 20:00 (Missa especial com o grupo de Surdomudos) / domingo 09:00 Rua Engenheiro Columbano Epphingaus, 155 ? Cecap Seminário Vicentino (com a capela São Vicente anexada): segunda a sexta-feira 06:30 / sábado 07:30 São Pio X, Seminário Diocesano (Seminário de Teologia - Rainha dos Apóstolos): domingo 09:00 e 19:00 Av. Brig. Eduardo Gomes, 826 ? Bairro: Maria Izabel Santa Casa de Misericórdia, Capela: segunda a sexta-feira 17:30 / sábado 14:30 Rua: 21 de abril, s/n ? Bairro: Cascata Santa Rita de Cássia, Matriz: quarta e sexta-feira 19:30 / sábado 19:30 / domingo 8:00 e 19:00 Rua Miguel Granitto Neto, 115 - Nova Marília São José, Capela: domingo 08:00 Rua Armando José Netto, 23 - Teotônio Vilela Nossa Senhora das Graças, Comunidade: domingo: 10:00 Rua Olivio Luzia, 90 - Nova Marília São Francisco, Comunidade: domingo 10:00 Rua Mario Bataiola, 501, CAC II (CDHU) Santo Antônio, Matriz: segunda-feira (16:00 na Capela do Cemitério Municipal - da Saudade) e 19:30 / terça-feira há apenas Hora Santa às 15:00 com comunhão / quarta-feira 16:00 e 19:30 / quinta feira 16:00 e 19:30 / sexta- feira 16:00 e 19:30 / sábado 19:30 / domingo 07:00, 09:00 e 19:30 Rua Prudente de Moraes, 514 ? Centro Nossa Senhora Aparecida, Capela: sábado 19:30 e todo dia 12 do mês 19:30 Nossa Senhora de Lourdes, Capela: sábado 16:00 e todo dia 11 de cada mês 17:00 (com Unção dos Enfermos) São Carlos, Capela: domingo 17:30 São Vicente, Capela: domingo 09:00 Unimar: quarta-feira 16:00 São Bento, Catedral Basílica: de segunda a sexta: 19:30 / domingo 07:00, 10:00, 17:00 e 19:00 / sábado 19:00 / todo dia 11 (dos enfermos) 15:00 Av. Nelson Spielmann, 493 Nossa Senhora do Bom Parto, Capela Maternidade Gota de Leite: sábado 17:00 Nossa Senhora Rainha da Paz, Capela: domingo 08:30 Sagrado Coração de Jesus, Capela do Colégio : segunda a sexta-feira 6:25 (nos feriados, dias em que não há aula, também não há Santa Missa, como também nas férias escolares) São João Batista, Paróquia: Domingo ? 8:00 e 19:00 Rua Alexandre Fernandes, 454 - Jd. Perola São Miguel, Matriz: terça-feira 19:30 / sábado 19:30 / domingo 08:00, 11:00 e 18:00 Av. Castro Alves, 867 Maria Mãe da Igreja, Capela: Sábado - 19h e Domingo - 9h30 Av. Santo Antonio, 3345 Sagrado Coração de Jesus, Capela, Seminário Diocesano de Filosofia (FAJOPA): Quinta-feira 07:00 Rua Bartolomeu de Gusmão, 531 - Jd. América Senhor Bom Jesus, Capela: Sábado 20:00 Rosália - Rua Kaniti Yamani, 89 São Sebastião, Matriz: segunda-feira 19:30 / primeira sexta-feira do mês 19:30 / sábado 19:00/ domingo 09:30 e 18:00 / todo dia 20 (em honra a São Sebastião) às 15:00 Rua Almirante Barroso, 183 São Francisco de Assis, Capela : quarta-feira 19:30 / domingo 16:30 São Judas, Santuário : terça-feira 19:30 / quinta-feira 19:30 / Sábado 20:00 / domingo 08:00 e 19:30 / todo dia 28 às 15:00 e 19:30 São Bento de Núrcia, Padroeiro da Cidade de Marília, rogai por nós! São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, Padroeiro da Diocese de Marília, rogai por nós! Grupos de Oração Os apelos aflitos e prementes do Papa Pio XII, exortando os sacerdotes à oração, exortando os fiéis a uma volta à oração comunitária, à formação de cerradas fileiras de pessoas que rezam, propiciam, logicamente, a formação de grupos de oração, exatamente como São Pio de Pietrelcina logo percebeu: ?Grupos de fiéis ? disse o santo ? vivam integralmente e abertamente uma vida cristã, como é o desejo de Sua Santidade; e que sejam os primeiros grupos de fiéis a rezarem juntos?... ?Façamos isso. Arregacemos as mangas. Respondamos nós, em primeiro lugar, ao apelo lançado pelo Pontífice Romano?. Assim nasceram os grupos de oração. Disse São Pio na alocução de 5 de maio de 1966: ?Vivais da fé, inflamai-vos de amor, no qual o próprio Cristo está presente, cada vez que vos reunirdes para rezar e para o banquete fraterno, sob a orientação de vossos pastores e diretores espirituais?. Dizia o Cardeal Lercaro em 12 de setembro de 1959, num convênio de grupos de oração: ?O título que vos irmana em torno do altar do Senhor, é aquele dos vossos grupos de oração. Trata-se de um título especialmente belo, legitimado e fortemente e consoladoramente incentivado pelas palavras de Nosso Senhor. No Evangelho, Jesus disse: ?Onde estiverem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, estou no meio deles e qualquer coisa que peçam ao Pai, lhes será concedida? (Mt 18,20). Estas generosas palavras de Nosso Senhor, no Santo Evangelho, constituem a razão de ser dos vossos Grupos de Oração e conferem aos referidos grupos, espalhados por toda a Itália, uma força e uma consolação inomensuráveis?. Logo parte o apelo para constituição de grupos em raio bem maior, e os participantes combinam : ?reunirem-se para rezarem juntos, ao menos uma vez por mês, sob a direção espiritual de um sacerdote, sem outro objetivo especial que não seja a oração e o convite aos demais amigos e conhecidos para a oração comunitária?. Sendo o sacerdote ?indispensável para que seja explicado o desejo de reunirem-se para rezar, um desejo espontâneo, porém rigorosamente e fielmente de acordo com os princípios e as normas da santa Igreja católica, à qual se deve suma reverência e suma obediência?. ?Como dever de disciplina de todo bom católico, não se constituirão grupos de oração sem a autorização do Bispo e do Vigário da região?. Disse o Papa Paulo VI em 24 de setembro de 1975, citando São Padre Pio: ?que suscitou um numeroso exército de pessoas que rezam e que dão testemunho de espírito comunitário, através da caridade ... gerou, por assim dizer, esta falange, esta caudal de pessoas que rezam e que, movidas pelo exemplo de Padre Pio e apoiadas na esperança de sua ajuda espiritual, dedicam-se a uma vida cristã e dão testemunho de união através da oração, comunhão na caridade, na pobreza de espírito e na energia de professar o cristianismo. Abençoamos todos os grupos de oração aqui presentes materialmente e espiritualmente ?. Fontes: Em La Obra de Padre Pío, por La redacción de ?La Casa Sollievo della Sofferenza?. Edizioni Casa Sollievo della Sofferenza ? Opera di Padre Pio da Pietrelcina, San Giovanni Rotondo, 1999. Padre Pio de Pietrelcina ? Alessandro da Ripabottoni. Edições Padre Pio de Pietrelcina, Bari (Itália), 1992. Nome: Os Grupos de Oração de São Pio de Pietrelcina A origem dos Grupos de Oração de Padre Pio, hoje São Pio, remonta aos prementes apelos do Papa Pio XII para que os fiéis leigos e sacerdotes voltassem à oração comunitária, o que propiciaria, logicamente, a formação de grupos de oração: ?Grupos de fiéis ? disse o santo de Pietrelcina? vivam integralmente e abertamente uma vida cristã, como é o desejo de Sua Santidade; e que sejam os primeiros grupos de fiéis a rezarem juntos?... ?Façamos isso. Arregacemos as mangas. Respondamos nós, em primeiro lugar, ao apelo lançado pelo Pontífice Romano?. Assim nasceram os grupos de oração. Disse o Papa Paulo VI em 24 de setembro de 1975, citando São Padre Pio: ?que suscitou um numeroso exército de pessoas que rezam e que dão testemunho de espírito comunitário, através da caridade ... gerou, por assim dizer, esta falange, esta caudal de pessoas que rezam e que, movidas pelo exemplo de Padre Pio e apoiadas na esperança de sua ajuda espiritual, dedicam-se a uma vida cristã e dão testemunho de união através da oração, comunhão na caridade, na pobreza de espírito e na energia de professar o cristianismo. Abençoamos todos os grupos de oração aqui presentes materialmente e espiritualmente ?. São Padre Pio não desejava uma constituição complexa dos grupos, para o que na verdade parte das simples palavras do próprio Cristo, no Evangelho: ?Onde estiverem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, estou no meio deles e qualquer coisa que peçam ao Pai, lhes será concedida? (Mt 18,20). Porém, apenas o necessário para que permanecessem firmes aos princípios e normas da Santa Igreja Católica, sempre em obediência ao Bispo e Vigário da região, sendo indispensável a direção de um sacerdote. Nesse sentido, foi elaborado, pela Santa Sé, em 1986, o Estatuto dos Grupos de Oração de São Pio de Pietrelcina, que fornece as diretrizes para a constituição dos mesmos. No site oficial Obra de Padre Pio (veja na seção Links) pode-se lê-lo integalmente, em italiano. Como é dito logo no início desse documento oficial, a função desses grupos não resume-se na oração, mas também devem comprometer-se com obras concretas de caridade. No Brasil, ao todo, há dez Grupos de Oração de São Pio de Pietrelcina oficialmente registrados, sendo o nosso, Filhos Espirituais de São Padre Pio de Marília, o décimo na ordem desse registro em San Giovanni Rotondo, no mês de agosto de 2009. Fontes: Em La Obra de Padre Pío, por La redacción de ?La Casa Sollievo della Sofferenza?. Edizioni Casa Sollievo della Sofferenza ? Opera di Padre Pio da Pietrelcina, San Giovanni Rotondo, 1999. Padre Pio de Pietrelcina ? Alessandro da Ripabottoni. Edições Padre Pio de Pietrelcina, Bari (Itália), 1992. Se desejar a oração do nosso grupo nas suas intenções, preencha o formulário abaixo: enviar E-mail / Msn: Cidade /Estado/ Pais: Galeria de fotos Nome: Mensagem: E-mail: Cidade /Estado/ Pais: Filhos de São Padre Pio Marília/ SP - Todos os direitos reservados - 2009 Desenvolvido: Alexandre Pina enviar Você pode entrar em contato conosco pelo telefone, e-mail ou nos enviando uma mensagem! Filhos de São Padre Pio Marília E-Mail: sao_padrepio@hotmail.com Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus 1? Ó meu Jesus que dissestes: ?Em verdade eu vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e vos será aberto!?, eu bato, procuro e peço a Graça... Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós. 2 ? Ó meu Jesus que dissestes:?Em verdade eu vos digo, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos concederá!?, ao vosso Pai, em vosso nome,Eu peço a Graça... Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós. 3?Ó meu Jesus que dissestes:?Em verdade eu vos digo, passará o Céu e aTerra, mas minhas palavras não passarão!?,apoiado na infalibilidade de vossas palavras,Eu peço a Graça... Pai-Nosso, Ave-Maria,Glória ao Pai.Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós. Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem é impossível não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, pobres pecadores, e concedei-nos as graças que vos pedimos, por meio do Imaculado Coração de Maria, vossa e nossa terna Mãe. São José, Pai putativo do Sagrado Coração de Jesus, Rogai por nós. Salve Rainha. São Pio recitava esta coroinha de Santa Maria Margarida de Alacoque (também rezada como novena) diariamente, por todos que pediam suas orações. Os fiéis são convidados a rezá-la todos os dias, para ser unirem espiritualmente à oração de São Pio "Recordo de um amigo que passava longos períodos em San Giovanni mas que precisou passar vários anos no exterior. Na volta, estava com outros padres para beijar-lhe a mão ou para receber a bênção. Parecia que o Padre não havia percebido a sua presença, então pediu a um amigo que lhe perguntasse: "Está contente por Agostino já ter retornado?" E (São) Padre Pio: "Então, sou cego? Já faz três dias que está aqui". O havia notado muito bem. Em um caso parecido, um de seus filhos espirituais por muitos anos manteve-se ausente de San Giovanni, teve a impressão de que o padre não o havia reconhecido, tanto que lhe disse no final da confissão: "Padre, me aceita como seu filho espiritual?". E Padre Pio: "Por que? Esqueceu-se que já é meu filho?". O havia reconhecido muito bem. Penso que preferia rezar por seus filhos, mais do que falar com eles, se não houvesse necessidade. Certa vez ele havia confessado que rezava mais pelos outros do que para si." Fonte: Padre Pio - breve história de um santo, Pe. Gabriele Amorth. São Paulo, Edições Palavra & Prece, 2007 Conhecimento sobrenatural Na vida de São Pio, não lhe faltam perscrutações de corações. À insistente e repetida chamada para confessar um homem, São Pio, que rezava no coro da Igreja, levanta a cabeça e severamente responde: ?Afinal este homem fez Nosso Senhor esperar vinte e cinco anos para que se decidisse a se confessar e não pode esperar cinco minutos por mim??. Era tudo verdade. Não falta, a São Pio, o dom das línguas: conhecimento infuso de idiomas estrangeiros, sem nenhum estudo, sem nenhum treinamento prévio. Ele nunca estudara nem francês, nem grego e compreendia uma e outra língua até escrevendo em ?língua gálica?. ?Os personagens celestes? ? escreve ele, a 20 de setembro de 1912 ? ?não cessam de visitar-me e fazem-me antegozar o êxtase dos beatos. E se a missão de nosso anjo da guarda é grande, a do meu ainda é maior, pois tem que ser também meu professor de outros idiomas?. Fonte: Padre Pio de Pietrelcina ? Alessandro da Ripabottoni. Edições Padre Pio de Pietrelcina, Bari (Itália), 1992. Carta para o Padre Agostino datada de 7 de abril de 1913: "Meu querido Padre, eu ainda estava na cama na sexta-feira pela manhã, quando Jesus apareceu diante de mim. Ele se encontrava golpeado e desfigurado. Ele mostrou-me uma grande multidão de padres entre os quais, dignitários eclesiásticos indiferentes que estavam celebrando e vestindo suas sagradas túnicas. Quando eu vi o meu Jesus nestas condições, senti um grande sofrimento, em seguida perguntei-lhe porque tanto sofrimento. Ele não me respondeu. Porém mostrou-me os sacerdotes que eu deveria castigar. Pouco depois o Senhor estava muito triste ao olhar estes sacerdotes e eu notei com grande horror as enormes lágrimas que emanavam do seu santo rosto. Jesus saiu daquela multidão de padres e com uma grande expressão de desgosto em seu olhar, chorou: "Açougueiros!" Então eu me pergunto: Minha Criança, não creia que minha agonia foi de três horas, não; de fato eu estarei em agonia até o fim do mundo por causa das almas que eu amo. Durante o tempo da agonia, minha criança, ninguém pode dormir. Minha alma está procurando alguma gota de piedade humana, mas eles me deixam só debaixo do peso da indiferença. A ingratidão é a mais severa agonia para mim. Eles correspondem mal a meu amor! O tormento maior para mim é que cresçam nas pessoas o desprezo a indiferença e a incredulidade. Quantas vezes minha ira fez-me golpeá-los através de raios, mas eu fui parado pelos anjos e as almas que me amam.... Escreva a seu padre e o narre o que você viu e eu te oriento esta manhã. Mande que mostre tua carta ao padre provinciano..." O Jesus continuou falando mas eu nunca posso revelar o que ele disse.." (PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG) Cartas de São Pio Uma carta ?Minha amadíssima filhinha, Jesus reine em teu coração e o faça transbordar de seu santo amor! Muito me desgosta não saber responder adequadamente a cada uma das interrogações de tua última. Já levo três dias guardando cama e hoje me levantei para responder a tua. Me perdoarás se o faço brevemente. Genericamente, referindo-me à situação de teu espírito, te suplico tranqüilidade. Teu interior agrada a Deus. Não o creio em absoluto e, portanto, não podes dispensar-te de meditar, somente porque te pareça não tirar proveito. O sagrado dom da oração minha filhinha, está na mão direita do Salvador, e a medida que te esvazias de ti mesma, do apreço a teu corpo e à tua vontade, e vais arraigando na santa humildade, o Senhor irá enchendo teu coração com o dom da oração. Tem paciência e persevera no santo exercício da meditação, contentando-te de começá-lo pouco a pouco, até que tuas pernas te consintam a correr, melhor todavia, tuas asas, voar. Dê-te por satisfeita obedecendo. Isto não é pouco nem fácil para uma alma consagrada a Deus e contenta-te, por agora, de ser uma abjeta recém nascida. Logo crescerás e serás abelha adulta e produzirás mel. Humilha-te constante e amorosamente ante Deus e os homens. Deus fala a quem se humilha e o enriquece e dons. A causa que te distancia da meditação ou, melhor, que não te deixa meditar com proveito, é esta e não penso equivocar-me: te dispões a meditar intranqüila, angustiada por encontrar um objeto que console teu espírito e isto é suficiente para que não aches o que buscas nem fixes tua mente na verdade que meditas nem deixes brotar afetos em teu coração. Filha minha, sabe-te que quando um busca precipitada e ansiosamente uma coisa perdida, a tocará, a verá cem vezes e nem se dará conta. De este vão e inútil desassossego, não obterás mais que grande cansaço de espírito e impossibilidade de concentrar-te no objeto da meditação e, como conseqüência, frieza interior e embotamento, especialmente na afetividade da alma. Não há maior remédio que este: deixar essa ansiedade, pois é uma das maiores traidoras que a verdadeira virtude e a devoção podem ter. Finge fervorizar-se com o bem obrar, mas não o faz. Nos esfria espiritualmente, nos impede de correr e por isso, como te disse mil vezes de viva voz, deve-se estar precavidos especialmente na oração e, para consegui-lo com mais facilidade, não esqueceis que as graças e gozos da oração não são águas da terra, mas do Céu e, por conseguinte, não bastam todas nossas forças para fazê-las cair, mesmo que seja necessária uma diligente disposição, sempre humilde e tranqüila. Deve-se ter o coração aberto para o céu e esperar o orvalho celestial. Ao ir à meditação tende muito presentes estas reflexões; assim te aproximarás a Deus e te porás em sua presença, principalmente por estas razões. Antes de tudo, para honrar e render homenagem a Deus. Isto pode fazer-se sem que Ele nos fale nem nós lhe falemos, pois se cumpre com essa obrigação reconhecendo que Ele é nosso Deus e nós suas vis criaturas, prostradas humildemente ante Ele e esperando suas ordens. Não são muitos os cortesãos que vão e vêm continuamente ao Rei, não para falar-Lhe ou escutá-Lo, senão simplesmente para que os veja os reconheça como seus verdadeiros servidores? Esta maneira de estar na presença de Deus, somente para manifestar-Lhe, com nossa assiduidade, que somos Seus servos, é santíssima, excelentíssima, puríssima e de extraordinária perfeição. Ria-te se te parece, eu falo seriamente. A segunda razão que deve mover-nos para a presença de Deus é para falar-Lhe e escutar Sua voz, que nos chega por meio de inspirações e iluminações interiores, procurando-nos grandíssimos gozos, pois é uma graça excepcional falar com o Senhor tão excelso que, quando nos responde, derrama sobre nós seus preciosos aromas, embriagando-nos de alegria.Nenhum desses dois bens, minha boa filhinha, não te pode faltar na oração. Se podes falar ao Senhor, fala, louva, escuta-O. Se, por sentir-te principiante nos caminhos do espírito, não te atrevas a falar-Lhe, não te desgostes, entrai, à guisa de cortesão, na câmara régia, e reverencia-O. Ele, vendo-te, agradecerá tua presença, teu silêncio, e outra vez te consolará, tomará tua mão, sairá contigo a passeio por seu jardim de oração. No caso de que isso não acontecesse jamais, coisa impossível, pois o coração do Pai tão amoroso não será capaz de deixar sua criatura em perpétua vacilação, contenta-te. Nosso dever, considerando a honra e a graça que nos faz tolerando-nos em sua presença, é segui-Lo. Desta maneira não te angustiarás por falar-Lhe, pois, somente o estar a Seu lado, é já uma graça, ainda que não satisfaça plenamente nossos anelos. Quando, por tanto, te encontras ante Deus na oração, considera tua verdade, fala-Lhe se podes, e se não, fica-te ali, faz-te ver e não te angusties. A respeito da antecipação de tua volta, obedece aos teus, assim evitarás ulteriores complicações. Minhas orações não te faltarão jamais. Me custa muitos sacrifícios; com a dor mais profunda de meu coração te formei para Deus, por isso não posso esquecer-te. Confio que em tuas orações não esquecerás a quem leva a Cruz por todos. Encomendo-me a tuas orações, te bendigo com toda efusão de minha alma. P. PÍO ? Capuchino Fonte: Consejos Exhortaciones Del Padre Pio de Pietrelcina, tirados de seus escritos ou ouvidos de viva voz, Edições Casa Sollievo della Sofferenza, San Giovanni Rotondo, 1975 Canonização 16 de junho de 2002 Para a canonização do Beato Pio de Pietrelcina, a Postulação apresentou ao competente Dicastério o restabelecimento do pequeno Matteo Pio Collela de São Giovanni Rotondo. Sobre este caso foi elaborado um processo canónico no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Manfredonia-Vieste, que decorren de 11 de Junho a 17 de Outubro de 2000. No dia 23 de Outubro de 2000, a documentação foi entregue à Congregação das Causas dos Santos. No dia 22 de Novembro de 2001 é aprovado, na Congregação das Causas dos Santos, o exame da Consulta Médica. No dia 11 de Dezembro de 2001, é julgado pelo Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos e, no dia 18 do mesmo mês, pela Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos. No dia 20 de Dezembro, na presença do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre o milagre; no dia 26 de Fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a sua canonização. Fonte: Santa Sé <http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020616_padre-pio_po.html TRECHO DA HOMILIA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II NA CERIMÔNIA DE CANONIZAÇÃO DE SÃO PIO DE PIETRELCINA 3. Este santo Capuchinho, ao qual muitas pessoas se dirigem de todas as partes da terra, indica-nos os meios para alcançar a santidade, que é o fim da nossa vida cristã. Quantos fiéis de qualquer condição social, provenientes dos lugares mais diversos e das situações mais difíceis, iam ter com ele para lhe pedir ajuda! A todos ele sabia oferecer aquilo de que tinham mais necessidade, e que por vezes procuravam às apalpadelas, não tendo disso plena consciência. Ele transmitia-lhes a Palavra confortadora e iluminadora de Deus, permitindo que cada um fosse beber às fontes da graça mediante a assídua dedicação ao mistério das Confissões e a fervorosa celebração da Eucaristia. Escrevia assim a uma sua filha espiritual: "Não receies aproximar-te do altar do Senhor para te saciares com a carne do Cordeiro imaculado, porque ninguém reunirá melhor o teu espírito como o seu rei, nada o aquecerá melhor do que o seu sol, e nada melhor que o seu bálsamo o suavizará" (Epistolário III, pág. 944). 4. A Missa do Padre Pio! Era para os sacerdotes uma chamada eloquente à beleza da vocação presbiteral; para os religiosos e os leigos, que acorriam a San Giovanni Rotondo, até em horas muito matutinas, uma extraordinária catequese sobre o valor e a importância do Sacrifício eucarístico. A Santa Missa era o centro e a fonte de toda a sua espiritualidade: "Encontra-se na Missa costumava dizer todo o Calvário". Os fiéis, que se aglomeravam em redor do seu Altar, sentiam-se profundamente atingidos pela intensidade da sua "imersão" no Mistério e sentiam que "o Padre" participava em primeira pessoa nos sofrimentos do Redentor. 5. São Pio de Pietrelcina apresenta-se assim diante de todos sacerdotes, religiosos e leigos como uma testemunha credível de Cristo e do seu Evangelho. O seu exemplo e a sua intercessão estimulam todos a um amor cada vez maior a Deus e à solidariedade concreta para com o próximo, sobretudo para com os mais necessitados. Ajude-nos a Virgem Maria, que o Padre Pio invocava com o bonito título de "Santa Maria das Graças", a seguir os passos deste religioso tão amado pelo povo! Com estes votos, abençoo-vos de coração a vós aqui presentes, às pessoas que vos são queridas e a todos os que se empenham a caminhar na esteira espiritual do querido Santo de Pietrelcina. Bilocação A bilocação é a capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Alguns santos da Igreja tiveram este carisma, como por exemplo Santo Antônio de Pádua (1195-1231), na verdade nascido em Lisboa; São Martinho de Porres (1579-1639); e Santo Antônio de Sant´Ana Galvão (1739-1822). São Pio de Pietrelcina também, de modo que sem sair do convento ia a outros lugares para assistir, encorajar e curar. Não tratava-se de uma ?aparição?, pois podia mover ou transportar objetos e interagia com o ambiente que visitava, embora seu corpo permanecesse em sua cela. Um desses vários casos é o de D. Damiani, vigário-geral da diocese de Salto, no Uruguai. D. Damiani era muito dedicado a Padre Pio, pois fora curado de um câncer no estômago graças à sua intercessão. Isso o levara a desejar se transferir definitivamente para San Giovanni Rotondo, como muitos outros o fizeram. Padre Pio, porém, se opôs, dizendo-lhe: ?Não, seu lugar é na sua diocese?. O bispo, desconsolado, insistiu: ?Mas, Padre, prometa-me então que virá assistir-me no momento de minha morte?. Padre Pio relutou um pouco, mas concordou: ?Sim, prometo-lhe?. Em 1941, celebrava-se um jubileu sacerdotal na diocese de Salto, e por isso muitos bispos estavam ali reunidos. Dentre eles, o cardeal Barbieri, arcebispo de Montevidéu, que, no meio da noite, foi acordado por um monge desconhecido de quem ouviu as seguintes palavras: ?Vá depressa ao quarto de D. Damiani, porque ele está morrendo?. O arcebispo foi com alguns padres ao quarto de D. Damiani. Este acabara de sofrer um enfarte, mas ainda pôde receber os sacramentos e morreu serenamente. Em sua cabeceira, os padres que o assistiam puderam ler, admirados, um pequeno bilhete escrito por ele com letra trêmula: ?Padre Pio veio!? Fonte: Padre Pio ? Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006 Bênçãos Sacerdotais Irmaos! Paz e Bem. Eu sou um frade franciscano da o.f.m. natural de Pietrelcina e da 42 anos traballhando como missionario no Piaui. O meu nome de batismo é Pio Nazzareno Cardone,mas conhecido com o nome religioso de Frei Vicente. Conheci pessoalmente Pade Pio, me confessei diversas vezes com ele,devo a ele a minha vocaçao religiosa porque me deu força em momento de duvida e partecipei à celebraçao de sua canonizaçao. Construi aqui um pequeno satuario dedicado a Ele. A Senhora Cleidismar me falou do vosso grupo e me pediu de enviar uma bençao para vos. e isto faço de todo gosto: -O Senhor vos abençoe e vos guarde. -Monstre a sua face e se compadecqa de vòs. -Volva para vòs o seu olhar e vos de' a sua paz. -abençoe-vos Deus todo Poderoso: Pai, Fiho e Espirito Santo. Amen. Lembranças para todos. Fraternalmente. Frei Vicente Os Filhos recebem a Benção de Sua Santidade, Papa Bento XVI Diploma de agregação, em 15 de agosto de 2009, Assunção de Nossa Senhora, ao Centro Internazionale Gruppi di Preghiera di San Pio da Pietrelcina (Associação Internacional dos Grupos de Oração de São Pio de Pietrelcina) com sede na Casa Sollievo della Sofferenza, em San Giovanni Rotondo - Itália Dom Osvaldo Giuntini ( Bispo Diocesano de Marília) Visite o site da Diocese Que Deus em seu Amor conceda a cada um de vocês, filhos espirituais de Padre Pio, a graça de poder responder a cada dia à missão que o Senhor mesmo lhes confiou. Ser filho espiritual de Padre Pio significa crescer na caridade e na doação, ver em cada ser humano o rosto de Cristo. Que todos os doentes que encontrarem possam ver em vocês tal rosto apaixonado por Cristo, Cristo que reza em vocês, Cristo que ama através de vocês! Que Deus os abençoe sem medida! Padre Luciano Ruiz Talarico Diretor Espiritual dos Filhos de São Pio de Pietrelcina de Marília - com aprovação do Ordinário local (Dom Osvaldo Giuntini) Aos Filhos Espirituais de São Pio. Que o Senhor esteja ao vosso lado para vos defender; Dentro de vós para vos conservar ; diante de vós para conduzir : Atrás para vós guardar ; e acima de vós pra vós Abençoar. Ele que vive e Reina pelos séculos dos séculos. Amém! Dom Paulo Beloto Que Deus abençoe copiosamente todos os Filhos Espirituais de Padre Pio, presentes na Diocese de Marilia e que Nossa Senhora sempre os ampare e proteja na luta contra o mal, cubrindo-os com seu Manto Sagrado! Padre Mauricio Martins Netto R.S.V. Todo o cristão é chamado à santidade. É a vocação universal à santidade. Quando digo sou cristão, significa dizer quero buscar a santidade. Nessa busca um grande modelo de santidade é São Padre Pio. Invoco então a bênção de Deus, pela intercessão de são Padre Pio sobre todos os filhos de Padre. Pio para que caminhem fervorosamente na busca da santidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém Padre. Valdo Bartolomeu de Santana Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Imploro dos céus, pelas milícias celestiais, na intercessão contínua de São Pio de Pietrelcina, sobre os Filhos Espirituais de São Padre Pio, as mais ricas bênçãos do Deus que é infinito em amor e misericórdia: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém... Padre. José Antonio de Sousa - Congregação Jesus Sacerdote. Beatificação Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas. No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canónico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre. No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa litúrgica. Fonte: Santa Sé <http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020616_padre-pio_po.html> Como narra-nos Padre Eusébio, que auxiliou São Pio entre 1961 a 1965, o anjo da guarda de São Padre Pio: "iniciou o seu trabalho cedo, quando (São) Pe. Pio ainda era menino. Ele tomou o semblante de outra criança e se fez visível para ele. (São) Pe. Pio passou a chamar seu Anjo da Guarda de 'o companheiro de minha infância'. Esta denominação revela a íntima relação entre o pequeno Francesco e seu querido Anjo. Um companheiro não é uma pessoa a quem se vê de vez em quando ou raramente, mas uma pessoa a quem se vê sempre e de quem somos amigos. Nos o amamos, e no caso de (São) Pe. Pio, brincava com ele também... Ele disse 'um amigo do céu que fez feliz a sua infância e o aproximou da Eternidade'". "Eu estou sempre perto de você, meu querido jovem. Eu estou sempre voando sobre você com meu elevado afeto pela gratidão que devoto ao seu Amado coração. Este meu afeto nunca irá terminar, nem mesmo quando você morrer. Eu sei que o seu generoso coração bate o tempo todo por Aquele que nós dois amamos. Você poderia cruzar todas as montanhas e qualquer deserto a procurar por Ele, para vê-lo de novo, para abraçá-lo de novo, nestes momentos extremos e para pedir-lhe que quebre de uma vez esta corrente que o une ao seu corpo...pois, distante Dele, você não mais sofrerá tanto; pois Ele o levará para Si mesmo. Diga-lhe, que separado Dele, você sentirá mais dores que alegria. Este é precisamente o presente que quer dele, mas não deixe crescer a ansiedade, você pode esperar por mais um tempo." (Cartas I, no 102 - Anjo da Guarda de São Pio) Fonte: "Envie-me seu anjo da guarda", Frei Alessio Parente, O.F.M. Cap. Gráfica e Editora América, Goiana, 2008. Anjo da Guarda O Anjo da Guarda segundo uma carta de São Pio a uma filha espiritual Que o teu anjo da guarda vele sempre por ti, seja o condutor que te guia pelo áspero caminho da vida. Que te proteja sempre na graça de Jesus, que te ampare com suas mãos. Que te proteja sob suas asas de todos os assédios do mundo, do demônio e da carne. Deves muita devoção a esse bondoso anjo. Como é bom pensar que temos um espírito perto de nós, um espírito que, do berço até o túmulo, não nos deixa um só instante, nem mesmo quando ousamos pecar! Esse espírito celeste nos guia, nos protege, como um amigo, como um irmão. Também é bom saber que esse anjo ora por nós sem cessar, oferece a Deus todas as boas ações e obras que fazemos, nossos pensamentos, nossos desejos, quando estes são puros. Não devemos nos esquecer desse companheiro invisível, sempre presente, sempre pronto a nos ouvir, e mais pronto ainda a nos consolar. Ó, sublime intimidade, ó bem-aventurada companhia, se soubéssemos compreendê-la! Deves conservá-lo sempre diante dos olhos da mente: lembra-te com freqüência da presença desse anjo, agradece-lhe, dirige a ele as tuas orações, sê para ele um bom companheiro. Abre-te e confia a ele os teus sofrimentos, tem receio de ofender a pureza do seu olhar. Tem consciência de sua presença e guarda-a bem na mente. Ele é tão delicado, tão sensível. Volta-te para ele nas horas de suprema angústia e experimentarás seus efeitos benéficos. Nunca digas que estás sozinho na luta contra nossos inimigos. Nunca digas que não tens uma alma à qual podes te abrir e confiar-te. Seria um grande erro contra esse mensageiro celeste. Pietrelcina, 15 de julho de 1915. Fonte: Padre Pio ? Crucificado por amor, Silvana Cobucci Leite. Edições Loyola, São Paulo, 2006 Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar. Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair. Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor. Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão. Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade. Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga. Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia. Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel. Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor. Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio. Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração. Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor. Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico! Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém. Existem, na Igreja Católica, diversas orações de Ação de Graças, rezadas pós Comunhão. Entre elas, podemos citar a de Santo Tomás de Aquino (Eu vos dou Graças, ó Senhor Pai Santo...); a Alma de Cristo, de Santo Inácio de Loyola; e até mesmo a Oração de São Francisco (Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz...), que a Beata Teresa de Calcutá costumava rezá-la nesse momento de Ação de Graças. txt_1237394782 Os fiéis que participavam das missas celebradas por São Padre Pio não esquecerão jamais a sua expressão indizível de sofrimento e êxtase. Todos podiam perceber a sua intensa participação ao sacrifício cruento de Jesus. A Missa cotidiana era para Padre Pio o melhor conforto e consolo mais desejado. Ser privado deste conforto era para ele a maior dor. Os fenômenos místicos mais notáveis como tocar as Sagradas Espécies, o dom das lágrimas, a fusão dos corações etc. apareciam concomitantemente ao celebrar a Santa Missa. Do Epistolário I, correspondência com diretores espirituais, de São Pio de Pietrelcina: ?Sinto, meu pai, que o amor me vence finalmente; a alma core o risco de se separar do corpo pelo motivo de não poder amar bastante Jesus na terra. Sim, a minha alma está ferida de amor por Jesus; estou enfermo de amor; provo constantemente a amarga pena daquele ardor que queima e não consome. Sugere-me, se podeis, o remédio para a minha alma no estado em que se encontra. Eis uma lânguida figura do que Jesus opera em mim. Como uma torrente que leva ao fundo do mar tudo que encontra durante o seu percurso, assim é a minha alma que está mergulhada no profundo oceano, sem praias, do amor de Jesus, sem nenhum mérito de minha parte e sem nada perceber, prende consigo todos os seus tesouros. Mas meu pai, enquanto escrevo por onde voa o meu pensamento? ? Ao inesquecível dia de minha ordenação. Amanhã, festa de São Lourenço, é também o dia da minha festa. Comecei de novo a experimentar a alegria daquele dia sagrado. Desde o amanhecer comecei a saborear o paraíso... O que acontecerá quando dele nos apossarmos eternamente? Vou comparando a paz do coração que senti naquele dia, com a paz do coração que começo a provar desde a vigília e não encontro diferença. O dia de São Lourenço foi o dia no qual encontrei o meu coração mais aceso de amor por Jesus. Quanto fui feliz e quanto gozei naquele dia.? ?Mas o que mais me comove, meu pai, é pensar em Jesus Sacramentado. Meu coração se sente atraído por uma força superior antes de se unir a Ele sacramentalmente, pela manhã. Tenho tanta fome e sede antes de recbê-Lo que por pouco não morro de ânsia e justamente por isso não posso deixar de unir-me a Ele mesmo quando estou com febre e assim vou alimentar-me recebendo o seu corpo. E esta fome e sede não se acalma depois de havê-Lo recebido em Sacramento, ao contrário cresce sempre mais? ?Muitas coisas teria para dizer, mas me falta a palavra, digo somente que as batidas do coração são muito fortes quando me encontro com Jesus Sacramentado. Parece, às vezes, que quer sair do peito. No altar, às vezes, sinto o corpo de tal maneira aquecido que não posso nem mesmo descrever? ?Com grande dificuldade pude aproximar-me do Divino Prisioneiro para celebrar. Terminada a Missa permaneci um pouco com Jesus, fazendo ação de graças. Oh! Quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso esta manhã!... Não eram dois c orações que batiam, mas um só. O meu coração desapareceu como uma gota d´água que se perde no mar?. ?Consola-nos, caro pai, o doce pensamento de amar Jesus e de ser mais ainda amado por ele. Peçamo-lhe graças como a esposa do Cântico dos Cânticos: ?Ah! Beija-me com beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho...? (1,2). Quantas vezes este beijo de paz nos vem dado, especialmente a nós sacerdotes, pelo próprio Jesus no Santíssimo Sacramento! Desejemos ardentemente este beijo divino e mostremo-nos agradecidos. Que dom mais precioso podemos nós, míseros mortais, desejar de Deus?!?. Fonte: Homenagem ao Padre Pio, de Frei Gerardo di Flumeri, Edições Voce di Padre Pio, San Giovanni Rotondo, 1981 (páginas 9-17). La Misa de Padre Pio, de Padre Tarcisio da Cervinara. Edições ?La Casa Sollievo della Sofferenza?, Bari (Itália), 1975. Padre, o Sr. ama o Sacrifício da Missa? Sim, porque Ela regenera o mundo. Que glória dá a Deus a Missa? Uma glória infinita. Que devemos fazer durante a Missa? Compadecer-nos e amar. Padre, como devemos assistir à Santa Missa? Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz. Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa? Não se podem contar. Vê-lo-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração. Padre, que é sua Missa? Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia-o chorando.) Que devo descobrir na sua Santa Missa? Todo o Calvário. Padre, diga-me tudo o que o senhor sofre durante a Santa Missa. Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só enquanto pode fazê-lo uma criatura humana. E isto, apesar de cada uma de minhas faltas e só por sua bondade. Padre, durante o Sacrifício divino o senhor carrega os nossos pecados? Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício. O senhor considera a si mesmo um pecador? Não o sei, mas temo que assim seja. Eu já vi o senhor tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê? Pelo que tem de sofrer? Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer. Em que momento da Missa o senhor sofre mais? Na Consagração e na Comunhão. Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, seus olhos se encheram de lágrimas. Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!? Por que, ao ler o Evangelho, o senhor chorou quando leu estas palavras: ?Quem come a minha carne e bebe o meu sangue...? Chora comigo de ternura! Padre, por que o senhor chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa? A nós nos parece que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e continuamente O ofendam com sua ingratidão e incredulidade. ... Tirado de Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando "Assim Falou o Padre Pio" (San. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza. Horários das Santas Missas em Marília - SP . clique aqui . ?Uma Missa! Perguntai a um anjo o que é uma Missa e vos responderá: compreendo o que é e por que se celebra, mas não alcanço a compreensão de todo valor que tem. Um anjo, mil anjos, todo o paraíso pensa igual. E vós, vós que recebeis o benefício: não quereis meditar sobre ela?? - São Pio ?Quando vais à Missa concentra-te ao máximo no tremendo mistério que está sendo celebrado em sua presença: 'A Redenção de sua alma e a reconciliação com Deus'? - São Pio SÃO JOZEF DAMIAAN DE VEUSTER (1840 ? 1889) SÃO ZYGMUNT SZCZ?SNY FELI?SKI (1822?1895) SÃO ZYGMUNT SZCZ?SNY FELI?SKI (1822?1895) SÃO ZYGMUNT SZCZ?SNY FELI?SKI (1822?1895) SÃO ZYGMUNT SZCZ?SNY FELI?SKI (1822?1895) SÃO ZYGMUNT SZCZ?SNY FELI?SKI (1822?1895) Sobre a imagem em exibição Phasellus urna felis, lacinia quis, rhoncus ac, fringilla a, lorem. Phasellus at nibh non magna pharetra volutpat. Proin non est non mi scelerisque ornare. Pellentesque erat purus, sodales eget, laoreet sed, dictum in, diam. Aliquam erat volutpat. 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E vós, vós que recebeis o benefício: não quereis meditar sobre ela?? - São Pio ?Quando vais à Missa concentra-te ao máximo no tremendo mistério que está sendo celebrado em sua presença: 'A Redenção de sua alma e a reconciliação com Deus'? - São Pio Nome: Mensagem: E-mail: Cidade /Estado/ Pais: Filhos de São Padre Pio Marília/ SP - Todos os direitos reservados - 2009 Desenvolvido: Alexandre Pina enviar